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A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS
"A Vida Secreta das Palavras", da cineasta catalã, Isabel Coixet (que também fez "Minha vida sem mim"), foi o grande vencedor da 20ª edição do Goya, o mais importante prêmio de cinema da Espanha. Um prêmio mais do que merecido. Um filme sobre dores do presente e do passado, sobre o silêncio que atravessa essas dores. A maior parte do filme se passa em um lugar isolado no meio do mar. Uma plataforma petrolífera. Um acidente vai aproximar dois seres dilacerados. Um homem (Tim Robbins), cego temporariamente, e uma mulher surda (Sarah Polley). Entre a ausência de visão e do som, emergem palavras soterradas por segredos e dores. Dores insuportáveis. Ou suportáveis para alguns que ligam o piloto automático e seguem em frente, solitários e silenciosos. Tudo narrado com extrema delicadeza, amor e generosidade. Um filme sobre o peso do passado, sobre a arte de tratar as feridas mais profundas e também sobre o solo assombrado de onde florescem as palavras. Quem puder assistir, não perca.
Escrito por Marco Weissheimer às 12h33
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OUVIDOR CONDENA MARCHA DE RURALISTAS
O ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Adão José Paiani, classificou hoje como irresponsável a marcha de ruralistas, em protesto contra o MST, marcada para a manhã deste sábado, no município de Nova Santa Rita. Segundo anunciaram os ruralistas, a marcha deve iniciar às 9 horas e ir em direção a um acampamento de sem terra localizado na região. “É no mínimo irresponsável. Todos têm direito de se manifestar, buscar chamar a atenção, mas o momento não era propício”, disse Paiani. O ouvidor pediu à Brigada Militar que faça a revista e identificação de todos os participantes da marcha. Além disso, Paiani anunciou que investigará um “possível abuso” na ação da Brigada Militar, quinta-feira, em Pedro Osório, onde deveria ocorrer uma audiência pública para discutir a situação fundiária na região Sul do Estado.
Escrito por Marco Weissheimer às 17h22
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JULINHO FAZ PROTESTO NOTURNO CONTRA YEDA

O Animot está acompanhando, literalmente, de cima: "Neste momento, os estudantes do turno noturno do Colégio Julinho estão protestando contra a política educacional da governadora Yeda Crusius, do PSDB. Hoje o turno da manhã também protestou, e novos protestos estão marcados para os próximos dias. Eles cantaram "Yeda, que papelão, turma lotada só piora a educação!". Também cantaram o hino do Rio Grande do Sul. O motivo do protesto é a decisão do governo Yeda de fundir turmas até juntar 50 alunos em uma sala de aula, mesmo que para isso seja preciso reunir alunos de séries distintas. A governadora diz que a proposta "foi muito bem estudada". Um dos cartazes dos estudantes dizia "50 alunos - 1 professor - 100 noção - não à inturmação". Clique AQUI para ler mais.
Escrito por Marco Weissheimer às 23h23
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DOIS SEM TERRA DESAPARECIDOS
O superintendente substituto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio Grande do Sul, José Rui Tagliapietra, que estava em Pedro Osório para participar da audiência pública sobre a situação fundiária na região, condenou a truculência da Brigada Militar. Para ele, “a Brigada não estava preparada para tranqüilizar a situação e o ambiente que houve”. O desembargador e ouvidor público federal, Gercino José da Silva Filho, que presidiria a audiência, foi ao hospital visitar os feridos e depois acompanhou os depoimentos dos agricultores na polícia. As pessoas agredidas anunciaram que denunciarão o ocorrido em uma audiência com o ouvidor agrário estadual, Adão Paiani, na próxima segunda-feira, em Porto Alegre. Após o conflito, os sem terra voltaram para o acampamento ao lado da Fazenda da Palma, de 9 mil hectares, cuja desapropriação é reivindicada pelo MST.
Os primos Leonardo e Lázaro Burscheidt, lideranças do acampamento dos sem terra na área da Fazenda Palmas seguiam desaparecidos até o final da tarde desta quinta-feira. Um deles aparece sendo gravateado por fazendeiros em uma foto publicada na revista eletrônica Pedro Osório.Net.O deputado Dionilso Marcon e a deputada Stela Farias (PT), presidente da Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do RS, denunciaram o desaparecimento dos dois agricultores. Stela Farias cobrou do governo Yeda Crusius providências para a localização dos primos Burscheidt. “Esperamos que estes trabalhadores não estejam nas mãos de fazendeiros e que os representantes do governo do Estado na Assembléia tomem providências para a localização dos dois manifestantes”, afirmou a parlamentar petista.
Escrito por Marco Weissheimer às 18h47
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ESTUDANTES NA RUA CONTRA YEDA
Estudantes do colégio estadual Júlio de Castilhos e de outras escolas dos bairros Cidade Baixa, Centro e da Zona Sul de Porto Alegre saíram às ruas nesta quinta-feira, ao lado de professores, contra a política educacional do governo Yeda Crusius (PSDB). Eles protestaram contra a política de enturmação (redução de turmas nas escolas estaduais para constituir turmas maiores), implantado pelo governo do Estado, e contra a situação de desmonte da educação pública no Rio Grande do Sul. A caminhada terminou com um protesto em frente ao Palácio Piratini.
César Schirmer registrou no Animot: “Tô feliz em ver que ainda há gaúchos com sangue nas veias. Eles são adolescentes, estudam no colégio Julinho, e não aceitam o desmonte da educação pública no RS !! Tirei a foto acima agora mesmo da janela do meu apê. A gurizada protestou sentando na avenida João Pessoa. Suas palavras de ordem eram ‘Estudante na rua, Yeda a culpa é tua’, e ‘Educação não é mercadoria!’. Acho que esses estudantes mostram a visão da comunidade sobre o desmonte da educação pública no RS. Estudantes, pais, tios, padrinhos, avôs e conhecidos não tolerarão o descaso com as crianças e com o futuro”.
A RBS, por sua vez, registrou o protesto ao longo dia, através do portal ClicRBS, enfatizando a interrupção do trânsito pelas ruas onde os estudantes passavam. Suas manchetes foram: “Protesto de estudantes congestiona avenida João Pessoa”, “Estudantes bloqueiam ruas da capital”, “Mapas: áreas do congestionamento”.
A julgar pelo crescimento dos protestos de rua contra o governo Yeda, o portal da RBS terá que ampliar a editoria de trânsito.
Escrito por Marco Weissheimer às 16h41
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CONFRONTO ENTRE SEM TERRA E FAZENDEIROS EM PEDRO OSÓRIO
Uma audiência pública marcada para discutir a situação dos acampamentos rurais na região sul do Rio Grande do Sul terminou em pancadaria na manhã desta quinta-feira, no município de Pedro Osório. Fazendeiros e agricultores sem-terra entraram em confronto, com um saldo de vários presos e feridos. Segundo a coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pelo menos dois sem terra ficaram feridos e outros seis foram presos pela Brigada Militar, antes do início da audiência com representantes da Ouvidoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Ministério Público (estadual e federal), do governo estadual e da Assembléia Legislativa gaúcha. Duzentas famílias acampadas ao lado da Fazenda da Palma viajaram a Pedro Osório para participar da audiência e foram recebidas com hostilidade por fazendeiros da região.
Segundo o relato do MST, os acampados foram revistados e identificados antes de ingressar na cidade. Logo após, seguiram em caminhada pelo centro até Salão Paroquial, onde iria ocorrer a audiência. Na entrada do salão, fizeram um cordão de isolamento para se separarem dos fazendeiros que também estavam no local. Foi aí, segundo o MST, que a Brigada Militar começou a bater nas famílias. Segundo a versão do tenente-coronel Valdoir Ribeiro, do comando da BM na região, os ruralistas estavam na via pública quando o MST chegou e começou a agredi-los. “A Brigada foi chamada para apartar e algumas pessoas acabaram com ferimentos leves”, disse o oficial à rádio Gaúcha. O deputado estadual Dionilso Marcon (PT) denunciou que foi agredido nas mãos pelos soldados e que sua assessora jurídica, Patrícia Couto, foi atingida com golpes de cassetete.
Conforme o relato da assessoria do deputado Marcon, os ruralistas tentaram impedir que os sem terra ocupassem o salão paroquial e exigiram a intervenção dos policiais. Um dos fazendeiros teria dito: “retirem esses sem terra daqui, pois somos nós que pagamos vocês”. Mais de 150 policiais teriam entrado, então, no salão paroquial e espancado dezenas de agricultores, juntamente com o paramentar e sua assessoria. O parlamentar contestou a versão do subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, que acusou os sem terra de portarem foices e facões. Marcon disse que os sem terra não estavam armados e foram revistados na entrada da cidade. “Falta isenção aos policiais militares da região”, acrescentou. “A Brigada tem muito mais compromisso com os fazendeiros que com a questão social”. A audiência pública, que discutiria a situação fundiária na região, não foi realizada.
Escrito por Marco Weissheimer às 11h18
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A NOTÍCIA ÓRFÃ
Do blog de Luis Nassif:
Ontem (dia 7) o Ali Kamel publicou uma coluna na página de Opinião do Globo, “A grande imprensa”.
Sobre a cobertura do acidente da TAM, Kamel se defende: “A grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim”.
"Testando hipóteses" é outro nome para falta de discernimento. Em qualquer cobertura competente, enquanto o quadro não está claro montam-se cenários de investigação, análise de probabilidade, linhas de investigação. Evitam-se afirmações peremptórias, e apela-se para a criatividade para produzir manchetes de impacto sem recorrer conclusões taxativas.
De cara, se poderiam alinhavar várias possibilidades para o acidente da TAM, que seriam o ponto de partida. Toda a cobertura seguiria esse roteiro, procurando checar a probabilidade de ocorrência de cada possibilidade ou delas combinadas. A partir daí, o Sr Fato se incumbiria de descartar algumas hipóteses e reforçar outras.
O "testando hipóteses" do Kamel consistia em bancar aposta total na Hipótese A. Dias depois, esquecer a Hipótese A e bancar toda a aposta na Hipótese B. Depois, na Hipótese C, até acertar. Mas não houve acerto. A resposta final - a degravação dos diálogos na cabine - eliminou todas as hipóteses anteriores.
E aí se entra no modelo de gestão da notícia adotado pelas Organizações Globo. De alguns anos para cá resolveu-se homogeneizar o entendimentos dos jornalistas em relação aos temas de cobertura. Esse papel doutrinário coube a Kamel.
Não sei qual é a experiência de Kamel no front da reportagem. Mas foram dois os resultados. Primeiro, acabou-se com a diversidade de enfoques, marca de jornalismo plural. Segundo, perdeu-se o sentimento da rua, o sentido da reportagem. Os repórteres passaram a subordinar a cobertura aos desígnios do "aquário". Houve um divórcio dos pais - o pai aquário e a mãe reportagem - e o resultado deixou a notícia órfã.
Nem vale a pena comentar as acusações generalizantes e conspiratórias de Kamel, na seqüência do artigo, contra os críticos da cobertura. Ele não está escrevendo para os leitores. Apenas se justificando para os donos da empresa”
Escrito por Marco Weissheimer às 08h32
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A UDR E A REFORMA AGRÁRIA

Uma carta do presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, publicada nesta quarta-feira no Painel do Leitor, da Folha de São Paulo, ilustra bem a forte carga de preconceito e conservadorismo que ainda cerca o tema da Reforma Agrária no Brasil. Garcia escreve:
“É inegável a participação dos pequenos produtores rurais na produção de alimentos, como mostrou o ministro Guilherme Cassel no artigo "Agricultura familiar; escolhas e desafios" (Tendências/Debates, 30/7). Porém é primordial esclarecer o que é "agricultura familiar". Com certeza não são os invasores de terra ora assentados pelo programa de Reforma Agrária, que o ministro defende. Estes, infelizmente, à custa do dinheiro público, não produzem praticamente nada, pois transformaram pequenas glebas de assentamentos em verdadeiras favelas rurais -e, por ironia, os assentados dependem de cestas básicas produzidas por produtores que não fazem parte da agricultura familiar a que se refere Sua Excelência. Na realidade, agricultura familiar efetivamente são os pequenos produtores que, com suor, trabalho, capacidade e determinação, produzem em suas próprias terras alimentos e matéria-prima para o país, mesmo enfrentando as dificuldades oriundas de um plano agrícola ineficiente. Quando o ministro alerta em seu artigo que poderemos repetir experiências do passado e cita dados mirabolantes, com destaque para a afirmação de que historicamente o Brasil construiu um modelo agrícola fortemente focado na monocultura, demonstra que pode estar fantasiando, o que não seria compatível com o cargo que ocupa”.
Escrito por Marco Weissheimer às 14h47
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MST DENUNCIA VIOLÊNCIA EM PEDRO OSÓRIO
A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota oficial, nesta quarta-feira, denunciando a violação de direitos humanos, por parte da Brigada Militar, no município de Pedro Osório (RS). A íntegra da nota é a seguinte:
"O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST vêm a público denunciar a violação aos direitos humanos praticada pela Brigada Militar no acampamento de Pedro Osório, nesta terça-feira (07/08). Por volta de 7:30 h os policiais invadiram o acampamento, localizado dentro de um assentamento do Movimento, e de forma truculenta foram revistando homens, mulheres e crianças, sem estabelecer nenhum tipo de negociação. Segundo relato de companheiros e companheiras acampadas, a Brigada Militar colocava o revólver na cabeça até de crianças colo para fazer a revista. O argumento da Brigada é que estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão de armas. Entretanto, ao final de toda essa explícita violação aos direitos humanos, nenhuma arma foi encontrada". "Não satisfeitos, os soldados destruíram as hortas que as famílias haviam plantado na fazenda em frente ao acampamento para complementar a alimentação das crianças. Estranhamos que em meio à crise econômica no Estado não falte dinheiro à Secretaria de Segurança para mobilizar um grande efetivo de homens (mais de 250) para promover essa ação. É dinheiro público mais uma vez sendo usado para promover a violação aos direitos humanos, enquanto a população sofre com a falta de recursos para educação, saúde e de segurança pública, principalmente nos centros urbanos. Estranhamos o fato de que funcionários dos fazendeiros da Fazenda Palma acompanhavam a Brigada Militar, conforme foi inclusive registrado pela imprensa". "Desde fevereiro de 2007, cerca de 200 famílias estão acampadas em Pedro Osório reivindicando a desapropriação da Fazenda Palma, de nove mil hectares. Em função de várias ações truculentas da BM o clima de tensão é contínuo na região. Na próxima quinta-feira, dia 09/09, haverá uma audiência pública no município de Pedro Osório, exatamente para discutir o conflito agrário no município. Estranhamos que ao invés de buscar soluções a BM se empenhe em alimentar o conflito. O MST reafirma seu compromisso de seguir lutando por reforma agrária e justiça social".
Escrito por Marco Weissheimer às 14h09
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RBS ANUNCIA VINDA DE LULA
Nota publicada nesta terça-feira no site de Políbio Braga: “Lula virá no dia 31 (de agosto) a Porto Alegre. Ele abrirá a exposição “No Ar, 50 anos de Vida”, da RBS, na Usina do Gasômetro. A notícia foi confirmada nesta terça-feira e os convites já estão na rua. O cerimonial da Presidência da República pede que os convidados cheguem uma hora antes, as 16h30m”.
Conforme já foi noticiado aqui no RS Urgente, a RBS arrendou a Usina do Gasômetro, junto à prefeitura de Porto Alegre, para realizar uma série de atividades comemorativas aos 50 anos do grupo, entre os dias 1° de setembro e 18 de novembro. O presidente Lula viria para a abertura solene das comemorações do aniversário do maior grupo midiático do sul do país. O site da presidência da República ainda não confirma a informação.
Escrito por Marco Weissheimer às 22h01
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MP PROMETE INVESTIGAR CAOS NA EDUCAÇÃO
O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Eduardo de Lima Veiga, recebeu das mãos da presidente do CPERS/Sindicato, Simone Goldschmidt, documentos denunciando “o caos na educação pública do RS provocado pela atual política de gestão da Secretaria de Educação do Estado". Ele garantiu que analisará a documentação para definir para que áreas serão destinadas e que o CPERS receberá uma resposta do Ministério Público sobre medidas que poderão ser adotadas. “Conhecemos a luta do CPERS, que não é apenas corporativa e tem sido pautada pela melhoria do ensino público”, disse Lima Veiga. Mais de cem professoras e diretoras de escolas acompanharam os dirigentes do CPERS ao MP. Uma professora de Cerro Largo denunciou ao subprocurador que alunos da 6ª, 7ª e 8ª séries numa mesma sala diminui a qualidade na educação. Os professores aguardam a ação do MP.
A governadora Yeda Crusius voltou a defender, nesta terça-feira, a enturmação. Segundo ela, “a reorganização do número de alunos por turma foi muito bem estudada e somente foi colocado em prática após um levantamento criterioso das coordenadorias regionais nos estabelecimentos de ensino”. “Não é regra geral, mas é significante: segundo as estatísticas, em turmas muito pequenas o nível de reprovação é muito alto e, em turmas maiores, sobem os índices de aprovações”, acrescentou. Ainda segundo a governadora, das 53.035 turmas existentes na rede estadual de educação, foram reduzidas 2.390, “representando o ingresso do mesmo número de professores em salas de aulas e serviços como bibliotecas e laboratórios”. Só falta combinar com quem está na linha de frente da educação: os professores e professoras. Mais de cem, com vários diretores de escola entre eles, estiveram hoje no Ministério Público denunciando a situação da educação no Estado.
Escrito por Marco Weissheimer às 17h26
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CPERS DENUNCIA DESMONTE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) entregou nesta terça-feira um pedido de providências ao Ministério Público em relação ao desmonte da educação pública no Estado. O sindicato solicitou ao MP a realização de investigações sobre omissões e ilegalidades, por parte do governo Yeda Crusius (PSDB), e a adoção de medidas para reverter a atual situação. Além disso, a direção do CPERS entregou ao subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Eduardo de Lima Veiga, vários documentos relatando os problemas enfrentados nas escolas. Na avaliação da entidade, a educação pública está vivendo um momento dramático no RS em função da gestão praticada pelo atual governo. “Pode-se constatar a ausência de um projeto pedagógico, que está gerando um verdadeiro desmonte da rede pública estadual”, diz o documento entregue ao MP.
O novo jeito de governar, anunciado por Yeda Crusius, garante que uma de suas virtudes é “fazer mais com menos”. Na educação, alguns dos resultados deste método são os seguintes:
- Precariedade da estrutura física das escolas;
- Falta de professores e funcionários;
- Fechamento de bibliotecas, laboratórios e serviços de orientação educacional;
- Falta de transporte escolar em várias cidades do Estado (em Santana do Livramento, por exemplo, 350 alunos ainda não tiveram aulas este ano por falta de transporte);
- Turmas com até 50 alunos e junções de séries com conteúdos e interesses diferentes;
Enquanto isso, a governadora insiste no discurso de que o seu projeto de “modernização da gestão e de racionalização das despesas” não traz prejuízo aos serviços oferecidos à população.
Escrito por Marco Weissheimer às 16h38
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RECORDAR É VIVER: GLOBO E O GOLPE DE 1964
Em artigo na Carta Maior, Gilson Caroni Filho recupera editorial do jornal O Globo, publicado no dia 2 de abril de 1964, apoiando o golpe militar que derrubou o então presidente João Goulart. Um trecho do editorial: “Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo”. Editoriais como este, escreve Caroni, são peças de um antiquário macabro, mas valem como exemplo de uma mentalidade política que permanece intacta em setores que se julgam esclarecidos e informados. Clique AQUI para ler mais.
Escrito por Marco Weissheimer às 13h49
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UMA PERGUNTA SINGELA
Clovis Spitznagel sugere a seguinte pergunta para o blog: por qual motivo ainda não saiu nenhuma pesquisa séria de avaliação do governo Yeda Crusius? Já não está na hora de ouvir a população sobre o que acha da atual inquilina do Palácio Piratini? Vale a mesma pergunta para o governo José Fogaça, em Porto Alegre. A única pesquisa de avaliação sobre o governo estadual até aqui foi realizada pelo DataUlbra, revelando uma estrondosa desaprovação. Os números foram solenemente ignorados pela mídia gaúcha.
Para ver a pesquisa DataUlbra (divugada dia 13 de junho), clique AQUI.
Escrito por Marco Weissheimer às 23h02
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LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL
Já saiu do forno a edição em papel do Le Monde Diplomatique Brasil. Além do jornal, serão publicados livros e haverá, na internet, um caderno especial para debater temas brasileiros. Quase oito anos após surgir no Brasil, e quinze meses depois de seu relançamento, o Le Monde Diplomatique prepara, para as próximas semanas, três iniciativas que multiplicarão o seu alcance. Neste dia 6 de agosto, chega às bancas uma edição em papel, com tiragem de 40 mil exemplares. Pouco depois, sairá o primeiro número de uma série de livros temáticos de bolso. Em setembro, começa a ser construído, na internet, o Caderno Brasil, um conjunto de canais participativos para debater em profundidade o país, a globalização e as alternativas. Duas organizações da sociedade civil, o Instituto Paulo Freire e o Instituto Polis, construíram uma articulação inédita, que vai tocar esse barco. Clique AQUI para saber mais.
Escrito por Marco Weissheimer às 19h47
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DEPUTADO DENUNCIA CLONAGEM DE NOTAS FISCAIS
Matéria de Olga Arnt, no site PTSul: O deputado Dionilso Marcon (PT) revelou, na sessão da CPI dos Pedágios nesta segunda-feira (6), na Assembléia Legislativa do RS, a existência de documentos que indicariam prática de fraude pela construtora Sultepa, integrante do consório Univias. O parlamentar apresentou cópia de nota fiscal, supostamente emitida pela empresa Casa de Campo em favor da Sultepa, de uma compra que não teria ocorrido. Junto com a nota, Marcon divulgou um Termo de Prestação de Esclarecimentos da Receita Federal em que o proprietário da Casa de Campo, empresa de Eldorado do Sul especializada na venda de material de construção, nega que tenha realizado qualquer tipo de operação comercial com a Sultepa. “Há fortes indícios de clonagem de nota. Tudo indica que isso foi feito para aumentar, de forma fraudulenta, os custos das concessionários e elevar o preço das tarifas. As empresas estão querendo mostrar que gastam mais do que na realidade gastam”, disse o deputado Marcon. Clique AQUI para ler mais.
Escrito por Marco Weissheimer às 17h38
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RBS CONDENADA POR ASSÉDIO MORAL
O blog Indo na Couve e o site da Federação dos Bancários do RS destacam notícia sobre condenação sofrida pela RBS por permitir assédio moral:
"A Justiça determinou que a RBS Zero Hora Editora Jornalística deixe de permitir ou tolerar que trabalhadores sofram assédio moral, sob pena de multa de R$ 200 mil por ocorrência da prática. A decisão da juíza Patrícia Dornelles Peressutti, da 7ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, ainda obriga a empresa a pagar indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais coletivos. A empresa pode recorrer da sentença. A ação civil pública foi impetrada pelo MTP (Ministério Público do Trabalho), por meio do procurador Viktor Byruchko Junior".
"A RBS também terá que fornecer a cada um de seus funcionários, inclusive terceirizados, mediante recibo de entrega, cópia da petição inicial e da decisão condenatória final, comprovando nos autos, até 30 dias após o trânsito em julgado, o cumprimento da obrigação, sob pena de multa de R$ 1 mil por dia de atraso na comprovação. Tanto as multas quanto a indenização são reversíveis em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD)".
"A ação que originou a condenação foi promovida em razão de diversas reclamações trabalhistas envolvendo a empresa e a atuação de um mesmo funcionário, gerente do setor de classificados. Ele é acusado de xingar e humilhar seus subordinados, inclusive com palavras de baixo calão. De acordo com a ação, a direção da empesa, embora alertada do que vinha ocorrendo, nada fez e inclusive despediu uma funcionária vítima do assédio e que denunciara o fato. Tais circunstâncias foram decisivas para a condenação, segundo a juíza. O MPT tentou inicialmente obter a adesão da empresa a um termo de compromisso de ajuste de conduta, mas os termos propostos não foram aceitos".
Escrito por Marco Weissheimer às 16h35
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CONFLITO AGRÁRIO EM PEDRO OSÓRIO
Na próxima quinta-feira (9) será realizada uma audiência pública em Pedro Osório para debater o conflito agrário instalado, desde o início do ano, no município da zona sul do Estado. A audiência será presidida pelo desembargador e ouvidor público federal Gercino José da Silva Filho. Desde fevereiro deste ano, cerca de 200 famílias estão acampadas em Pedro Osório. Elas denunciam que vêm sofrendo constantes ações de repressão por parte da Brigada Militar. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reivindica a desapropriação da fazenda Palma, que tem cerca de nove mil hectares, onde poderiam ser assentadas aproximadamente 400 famílias.
Segundo informações do MST, no início desta semana o clima voltou a ficar tenso no acampamento com a notícia de que, nesta terça-feira, a Brigada Militar pode cercar as famílias e destruir as hortas que foram construídas em uma pequena área da fazenda. De acordo com a coordenação do MST na região, as hortas foram construídas para qualificar a alimentação, principalmente das crianças, uma vez que nas cestas básicas recebidas pelas famílias acampadas não há verduras. O clima é de preocupação. Os acampados reclamam que nas outras vezes em que esteve na área a Brigada Militar agiu com muita truculência.
Escrito por Marco Weissheimer às 15h53
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COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS PREOCUPA INCRA
Matéria de Roldão Arruda, publicada hoje no O Estado de São Paulo, fala da ofensiva de investidores estrangeiros para comprar terras no Brasil: “O interesse de pessoas físicas e empresas estrangeiras pelas terras brasileiras tem aumentado tão velozmente que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apertou o botão da luz amarela. Seus procuradores receberam orientação para olhar com mais atenção os negócios fundiários - para saber se estão dentro das normas legais. De acordo com o presidente da autarquia, Rolf Hackbart, já está em curso uma disputa pelo território brasileiro. ''E ela só vai aumentar nos próximos anos'', diz ele. O lado mais visível desse movimento são as vendas de terras associadas aos projetos de produção de biocombustível, que atraem fundos de investimentos e multimilionários, como o megainvestidor George Soros”.
“ Mas essas transações representam apenas uma parte - e não a maior - dos negócios fundiários com capital externo. Neste momento, grupos estrangeiros, preocupados com o aquecimento global, estão prospectando o Brasil em busca de áreas de florestas para comprar e preservar. Em outro vetor, o da produção agrícola, aumentam os negócios com estrangeiros que apostam no futuro das commodities agrícolas, como soja, algodão e celulose. Também entram na lista poderosos fundos de pensionistas americanos que investem na terra como reserva de valor (...) Outro setor da economia que investe em terras brasileiras é o da celulose. No RS, a Stora Enso está adquirindo cerca de 100 mil hectares de terras. As razões do interesse estrangeiro pela terra são múltiplas. Fala-se que também pesa na decisão o fato de o risco Brasil ter atingido o menor nível de sua história - o que dá mais garantia ao dinheiro aplicado aqui”.
Escrito por Marco Weissheimer às 12h37
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O CIRCULO QUADRADO DE FOGAÇA
Em entrevista ao jornal Zero Hora, neste domingo, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), garante que ainda não decidiu se concorrerá à reeleição em 2008 e diz que uma das marcas de sua gestão é a manutenção do Orçamento Participativo. “Só o fato de nós termos continuado com o Orçamento Participativo já nos diferencia do PT. Quando o PT assumiu, procurou romper com tudo que havia antes” afirma Fogaça. Duas observações sobre essa frase. Em primeiro lugar, fica visível na entrevista a ausência de uma marca do atual governo municipal. Sem ter nada para apresentar como grande realização, requenta um tema da campanha eleitoral e apresenta o OP como símbolo. Em segundo, a frase equivale a um círculo quadrado. Diz que ele é diferente porque, ao manter o OP, não fez como o PT, que rompeu com o que havia antes. Ora, uma das marcas desse rompimento foi justamente o OP.
Até o primeiro governo do PT, com Olívio Dutra, Porto Alegre não conhecia a prática da democracia direta, na extensão e qualidade em que foi praticada. O OP tornou-se um dos principais símbolos das gestões petistas na cidade e segue sendo até hoje motivo de inspiração para experiências similares em vários países (como ocorre agora na Inglaterra). Indagado sobre a percepção da população sobre sua administração, Fogaça não tem nada a dizer e volta a se agarrar no OP: “Espero que o eleitor perceba o conjunto de obras que estamos fazendo para melhorar a vida urbana, as condições sociais da população. Estamos trabalhando muito para isso. Temos mais de 400 obras realizadas dentro do Orçamento Participativo”. Por fim, ao falar sobre a revitalização do Cais do Porto, tema que freqüentou sua campanha como promessa, diz que não tem dinheiro e repassa o problema para o governo estadual.
Escrito por Marco Weissheimer às 11h07
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