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MUNICIPÁRIOS DECIDEM MANTER GREVE

 Leandro Rodrigues conta, no blog dos Municipários, como foi a assembléia realizada quarta à tarde, que decidiu manter a greve dos funcionários públicos municipais de Porto Alegre:

 

Em uma assembléia que reuniu cerca de 3 mil servidores municipais, por unanimidade, deliberou-se pela continuidade da greve dos municipários de Porto Alegre. A proposta da administração foi considerada insuficiente, especialmente por não apresentar qualquer avanço na composição do índice de reajuste, avançando apenas no valor do vale alimentação, o que na prática corresponde a um bônus de R$ 25. Pior que o famoso "abano" do Collares. O ponto que a prefeitura (e sua mídia companheira) mais tem explorado é o reajuste diferenciado para os salários mais baixos, que nada mais é do que uma adequação legal que impede que qualquer trabalhador receba abaixo do salário mínimo. Com o salário mínimo nacional sendo reajustado em 8,57%, o reajuste de 3% novamente coloca os salários da faixa 2 abaixo do mínimo, situação que aconteceu na data-base passada.

 

Também ficou acertada nova assembléia para o dia 12 de junho de 2007, às 14h, 21º dia de greve e data simbólica, pois é o número de dias (recorde) que a categoria parou na gestão Alceu Collares. Após a assembléia, os municipários dirigiram-se até a Câmara Municipal de Vereadores a fim de pressionar por uma nova e mais produtiva reunião de negociação da pauta. Aos gritos de "Queremos trabalhar, negociação já!" e embalados pelo já consagrado hit "Porto Alegre é Jamais" (paródia à música "Porto Alegre é Demais", de autoria do casal Fogaça) os municipários aguardavam o desfecho de uma reunião no Salão Nobre da CMPA, onde, segundo relatos, acertou-se nova reunião com a equipe da prefeitura. 



Escrito por Marco Weissheimer às 10h22
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CHARGE CRITICANDO BM É "ABSOLVIDA"

  A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul rejeitou, nesta quarta-feira, reparação postulada por integrantes da Brigada Militar em função de uma charge criticando a violência policial, publicada no dia 4 de outubro de 2005, nos jornais VS, NH e Diário de Canoas (do Grupo Editorial Sinos). A charge retratou um policial militar fardado, de joelhos, demonstrando ferocidade e sendo conduzida pela guia por um cachorro, acompanhado dos dizeres “policiamento no protesto em Sapiranga e no Beira-Rio”. O trabalho referia-se a dois acontecimentos marcados por violência policial: o assassinato do sindicalista Jair da Costa, durante uma manifestação de trabalhadores em Sapiranga, e um confronto com torcedores do Inter no estádio Beira-Rio.

O desembargador Paulo Sérgio Scarparo, relator do processo, avaliou que a charge não ofendeu a honra da corporação. “Incontroverso que o norte é a crítica a essas ações protagonizadas pela Brigada Militar, nas quais seus agentes teriam se excedido”, observou Scarparo, que descartou ter ocorrido generalização dos atos da corporação, mas sim referência a dois fatos pontuais. O desembargador assinalou ainda que a liberdade de pensamento e informação, nos quais se insere a crítica, são direitos assegurados e que a conduta dos jornais foi lícita, estando relacionada a acontecimentos reais e de interesse público e não atingindo a vida privada dos autores.



Escrito por Marco Weissheimer às 18h13
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O RS TEM 2 MIL PMs SEM FAZER NADA?

 Wanderley Soares, colunista do jornal O Sul, identifica hoje uma série de contradições na proposta de remanejamento da Brigada Militar: “Sou absolutamente cético em torno do projeto de remanejamento da Brigada Militar. Por ora, trata-se de um discurso que sequer é confirmado pela governadora Yeda, tem posição nebulosa do titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública), José Francisco Mallmann, e de parte do comandante-geral da corporação, coronel Nilson Nobre Bueno. A idéia é plena de contradições, como, por exemplo, “não vamos acabar com os batalhões rodoviários e ambiental, e, sim, eliminar as estruturas de comando”. Dentro dessa moldura, o comandante Bueno acena para a sociedade que colocará nas ruas um acréscimo de pouco mais de 2 mil PMs, apenas com a mágica do remanejamento. Ora, isso mais do que um remanejamento é uma denúncia. Esses 2 mil PMs não estão fazendo nada? E onde eles não fazem nada, quem assumirá?”

 

O colunista acrescenta: “A Polícia Civil, o IGP (Instituto Geral de Perícias) e a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), órgãos com carência de efetivo e de equipamentos de trabalho, não estão aparecendo nas principais discussões da área da segurança pública. Haverá para eles mágica igual à que se desenha para a Brigada Militar?”



Escrito por Marco Weissheimer às 14h13
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BLOG DA OCUPAÇÃO NA UFRGS

  Os estudantes que ocuparam ontem o saguão da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) passaram a noite acampados no local. Os funcionários da UFRGS que estão em greve devem engrossar o movimento nesta quarta. Além de expressar solidariedade à ocupação de estudantes à reitoria da Universidade de São Paulo (USP), os estudantes da UFRGS reivindicam, entre outras coisas, a redução da taxa do vestibular, a transferência do Instituto de Artes para um novo prédio  e a construção de um novo restaurante universitário. Na manhã desta quarta, os estudantes impediram a entrada de funcionários no prédio e participaram de uma caminhada até a Prefeitura, ato que também contou com a presença dos funcionários públicos municipais em greve. Já está na internet o blog da Ocupação, com textos, vídeos e fotos do movimento dos estudantes da UFRGS.



Escrito por Marco Weissheimer às 12h15
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YEDA CRITICA AUMENTO E COGITA EXTINGUIR MÍNIMO REGIONAL

 A governadora Yeda Crusius (PSDB) achou muito elevado o reajuste de 5,98% do salário mínimo regional e cogita a possibilidade de extinguir o piso regional criado durante o governo Olívio Dutra (PT). Em entrevista à rádio Gaúcha, na manhã desta quarta, Yeda disse que o aumento pode provocar desemprego. Ela queria um reajuste de apenas 3,3%. “Nós propusemos 3,3%, que era inflação. O salário regional do RS é o maior do Brasil. E não é só o salário. Há todos os encargos trabalhistas que vêm junto (...) tem que se pensar no impacto que isso traz para o setor que paga salários. Em momentos em que não estamos em plena expansão do PIB, cuidamos para que o salário não seja um fator de diminuição de empregos”, disse a governadora. E ameaçou: “Se a discussão começar na Assembléia, nós vamos analisar, sim. Eliminar o piso regional é uma reação ao aumento do piso em épocas como a que estamos vivendo, que não é de expansão do PIB”.

 

A governadora está mal informada em relação a dois pontos. Em primeiro lugar, o salário regional do RS não é o mais alto do Brasil. No Rio de Janeiro, as faixas mais altas estão em R$ 486,13, enquanto no Paraná foram fixadas em R$ 488,29 e em São Paulo chegam a R$ 490,00, todos acima do piso gaúcho, cuja faixa mais alta será de R$ 468,28. Em segundo lugar, o PIB nacional registrou forte crescimento no primeiro trimestre. O número, que o IBGE deve divulgar no próximo dia 13, apresentou um crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1% em comparação aos três meses imediatamente anteriores, segundo a consultoria Tendências. A agropecuária cresceu 10% no primeiro trimestre, a indústria, 4,2%, e serviços, 4,4%. A Tendências projeta um forte crescimento do investimento, de 9,3% nos primeiros três meses do ano em relação a 2006.



Escrito por Marco Weissheimer às 10h36
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RS TEM O MENOR MÍNIMO REGIONAL DO PAÍS

 Por 29 votos a 25 e sob sonoras vaias das galerias que estavam lotadas, a Assembléia Legislativa do RS aprovou no final da tarde desta terça o aumento no salário mínimo regional. O reajuste é de 5,98%, conforme emenda encaminhada pelo deputado Adilson Troca (PSDB). A vitória governista foi apertada. O PT, o PDT, o PSB e o PcdoB defenderam o mesmo índice de aumento concedido para o salário mínimo nacional, que foi de 8,57%. O debate acalorado entre oposição e governistas foi acompanhado por centenas de trabalhadores e sindicalistas, que lotaram as galerias do plenário. A partir do reajuste aprovado, as faixas do piso regional passam a ser de R$ 430,23, R$ 440,17, R$ 450,09 e de R$ 468,28.

 

O líder da bancada do PT, Raul Pont, considerou o resultado da votação uma derrota para o Rio Grande do Sul, na medida em que o piso regional continuará na lanterna em relação aos demais estados da federação. Ele lembrou que, em 2001, quando foi criado, o piso regional equivalia a 1,28 salário mínimo nacional. Em 2005, passou a valer 1,25 salário mínimo e, em 2006, a proporção baixou para 1,16. E agora, com o governo Yeda, o piso regional cai ainda mais, ficando em apenas 1,13 do salário mínimo nacional. No Rio de Janeiro, as faixas mais altas estão em R$ 486,13, enquanto no Paraná foram fixadas em R$ 488,29 e em São Paulo chegam a R$ 490,00, todos acima do piso gaúcho.

Escrito por Marco Weissheimer às 19h49
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O SUCESSO DE ONYX LORENZONI

 O deputado federal Onyx Lorenzoni, líder do DEM na Câmara, aterrissou ontem no programa de Jô Soares. O seu desempenho recebeu um comentário no blog de Reinaldo Azevedo, ex-editor do Primeira Leitura, insuspeito de ser um adversário político de Lorenzoni. Intitulada “A USP, a direita burra, a bomba de mate...”, a nota, entre outras coisas, faz uma apreciação do desempenho do líder do DEM:

 

“Ocorre que a expressão pública do conservadorismo brasileiro é primária. Vi ontem só o começo da entrevista do deputado Onyx Lorenzoni (RS), líder do DEM na Câmara, a Jô Soares. Fiquei constrangido e decidi ver um documentário sobe bichos exóticos num canal a cabo. O homem levou uma bolsa de couro, com água quente, cuia, bomba e mate. Enquanto Jô fazia as perguntas, ele sugava a bomba e virava os olhos de um jeito estranho. Já perguntei aos gaúchos que gostam daquela estrovenga por que eles viram os olhos quando sugam a bomba. Ninguém conseguiu me dar uma explicação razoável. Eu acho que é para abstrair aquele gosto horroroso.


Levar uma bomba de mate a um programa de entrevista porque se é gaúcho corresponde, sei lá, a um nordestino comer uma buchada de bode enquanto conversa. Ou a um mineiro mandar ver num queijinho branco com geléia. Ou a um paulista num, num, num... Esqueci. O que é mesmo ser paulista? Será que a gente deve picar fumo de corda em público e dançar catira?

É melancólico. O conservadorismo brasileiro consegue, no máximo, ser folclórico. Observem que isso nada tem a ver com um julgamento da atuação de Lorenzoni na Câmara, que me parece até correta. Mas, ao se expressar publicamente, para todo o país, numa faixa de horário em que os espectadores são um pouco mais exigentes, percebe-se que falta tudo: de clareza ideológica a uma estratégia de inserção no debate público”.



Escrito por Marco Weissheimer às 17h48
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ONGs PEDEM INQUÉRITO CONTRA YEDA

 O Grupo Ecológico Guardiães da Vida e a Associação Brasileira de Construção e Defesa da Cidadania, organizações não-governamentais sediadas em Passo Fundo (RS), requereram, nesta terça-feira, ao Ministério Público Estadual a instauração de inquérito civil público a fim de apurar “ofensas a direitos e interesses difusos e coletivos ambientais, derivadas de ações causadas pelo Poder Executivo do Estado, na pessoa da governadora Yeda Crusius, pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, na pessoa de seu secretário Carlos Otaviano Brenner de Moraes, e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental, na pessoa da diretora-presidente Ana Maria Pellini". Essas autoridades, segundo o pedido, estariam fomentando ações potencializadoras de uma das maiores ameaças de degradação ambiental que pode estar sendo implementada no Estado: o efeito predador do plantio em larga escala de monocultivos de eucalipto, pinus e acácia no bioma pampa

 

O pedido de abertura de inquérito civil foi protocolado junto ao Ministério Público de Passo Fundo, durante o ato de apoio, solidariedade e mobilização que ocorreu no final da manhã desta terça, Dia Mundial do Meio Ambiente. A justificativa do pedido é a decisão do governo do Estado, através de seus órgãos ambientais, de não observar o Termo de Ajustamento de Conduta, assinado em 2006 com o próprio MP, que determina regras para o plantio de árvores exóticas no RS. No dia 10 de maio deste ano, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ministério Público Estadual assinaram um aditamento do Termo de Ajustamento de Conduta flexibilizando o licenciamento ambiental para a silvicultura. No dia 29 de maio, a portaria 32, emitida pela Fepam revogou a exigência de observância das regras do zoneamento ambiental na concessão de licenças prévias para atividades de florestamento. A partir daí, várias licenças já foram concedidas para as empresas do setor de celulose, sem observar as determinações do zoneamento elaborado pela própria Fepam.

Escrito por Marco Weissheimer às 14h31
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ESTUDANTES OCUPAM REITORIA DA UFRGS

  Cerca de trezentos estudantes ocuparam, na manhã desta terça, a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Organizado pelo Diretório Central de Estudantes da UFRGS, o protesto é contra a Reforma Universitária e em apoio à luta dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Os estudantes divulgaram um manifesto apresentando sua pauta de reivindicações. Além de expressar solidariedade à ocupação da reitoria da USP, o manifesto adverte contra as ameaças que sofre a Universidade Pública e defende um projeto de Universidade Popular, “onde a produção de conhecimento, hoje em sua maioria a serviço do mercado e das grandes transnacionais, atenda às necessidades dos seus verdadeiros donos, o povo brasileiro”. Os estudantes também querem que a reitoria da UFRGS se comprometa com as seguintes questões:


Posicionamento contrário à Reforma Universitária;

Redução em 50% da taxa de vestibular e ampliação do número de isenções totais;

Implementação das ações afirmativas no próximo vestibular;

Garantia definitiva dos espaços estudantis da Toca, do CECS, do CEABI e do DACOM;

Prazo da abertura de licitação para a construção do Restaurante Universitário na ESEF;

Transferência do Instituto de Artes para um novo prédio;

Disponibilização da documentação referente aos expurgos e perseguições na UFRGS durante a ditadura militar;

Escrito por Marco Weissheimer às 10h36
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PT APÓIA CHÁVEZ NO CASO RCTV

 A Secretaria de Relações Internacionais do PT divulgou, ontem, uma nota sobre o fim da concessão da Radio Caracas Televisión. A nota, que defende a decisão do governo venezuelano, afirma:

 

O governo venezuelano decidiu não renovar a concessão da empresa RCTV. Esta decisão provocou intensa polêmica, dentro e fora da Venezuela. Partidos e movimentos sociais, em vários países do mundo, inclusive no Brasil, apoiaram a medida adotada pelo governo venezuelano. Já a oposição venezuelana, alguns governos, partidos, instituições e empresas de comunicação em vários países, se opuseram à medida. No caso do Brasil, uma comissão do Senado aprovou um requerimento solicitando ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a reconsideração da decisão. Aproveitando a repercussão causada pela decisão do governo venezuelano, pelo requerimento do Senado e pela reação do presidente Hugo Chávez, setores da imprensa tentaram utilizar o episódio para questionar a posição do PT, seja em relação ao governo Chávez, seja em relação às liberdades democráticas.

 

Sobre o mérito desta polêmica, após ouvir a Comissão Executiva Nacional (CEN), a Secretaria de Relações Internacionais do PT explicita nossa opinião a respeito:

 

a) a Venezuela é um país democrático, com um Presidente escolhido pelo voto popular, em eleições livres, disputadas por uma oposição ativa, que recebe apoio de importantes meios de comunicação;

b) a não-renovação da concessão da RCTV seguiu todos os trâmites previstos pela legislação venezuelana;

c) é público e notório que a RCTV envolveu-se abertamente com o golpe fracassado contra o governo Chávez, atitude que em qualquer país do mundo justificaria o questionamento da concessão pública a uma rede de televisão.

 

Portanto, reiteramos a posição do PT, em defesa da liberdade de expressão em geral, particularmente da liberdade de imprensa, motivo pelo qual nos opomos ao monopólio da comunicação por grandes empresas, que se utilizam de concessões públicas para a defesa dos interesses privados de uma minoria.

Escrito por Marco Weissheimer às 08h24
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BM DESTRÓI HORTA E ESCOLA EM ACAMPAMENTO DO MST

 

 A Brigada Militar destruiu uma horta e uma escola construídas por trabalhadores sem terra no interior da Fazenda Nenê, em Nova Santa Rita (RS). Segundo relato da direção do MST, a ação ocorreu na manhã desta segunda, quando dezenas de policiais chegaram ao acampamento do MST, localizado ao lado da fazenda. Com um interdito proibitório da área, os policiais destruíram a horta, a escola itinerante e os banheiros de lona construídos no interior da fazenda pelas famílias acampadas. “Nós lamentamos o fato, porque esta fazenda é improdutiva e deveria ser transformada em assentamento. Enquanto as famílias esperam, a PM reúne um grande efetivo para destruir uma horta e até mesmo uma escola”, protestou João Amaral, integrante do MST. O movimento mantém um acampamento ao lado da Fazenda Nenê, uma área de aproximadamente 1,5 mil hectares, às margens da BR 386, que já foi ocupada pelo MST no mês de abril deste ano.



Escrito por Marco Weissheimer às 17h17
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4 DE JULHO, A DATA ERRADA

 A Subcomissão da Comissão de Ética, formada para analisar as denúncias que a série de reportagens intitulada “Máfia das Consultas” levantou contra vários deputados estaduais gaúchos, reuniu-se nesta segunda-feira para ouvir uma testemunha-chave: o repórter Giovani Grizotti, autor das matérias. Aberta a reunião (que aconteceu na sala da Comissão de Agricultura, diga-se a que menos chama a atenção do público que passa pelos corredores do Palácio Farroupilha), presentes os deputados Cassiá Carpes, Adilson Troca, Stela Farias e Fabiano Pereira, a palavra foi dada a Grizotti para uma explanação inicial. O jornalista fez então um relato breve da série de reportagens. Em seguida, a palavra foi passada ao corregedor da Comissão, deputado Fabiano Pereira que fez a primeira pergunta ao repórter: - Depois de falar com tanta gente, de entrevistar tantas pessoas, qual é a tua convicção pessoal sobre o envolvimento dos deputados Marquinho Lang (DEM), João Fischer (PP) e Adolfo Britto (PP) na Máfia das Consultas?

 

Antes que o repórter respondesse, contudo, Cassiá interrompeu a sessão e, alegando “um erro humano”, comunicou que no ofício enviado aos advogados de defesa dos deputados, a data da audiência para a oitiva de Grizotti havia sido grafada errada. Ao invés de 4 de junho, que seria a data correta, o “erro humano” informou 4 de julho ao advogado do deputado Adolfo Britto. Esse seria o motivo pelo qual o advogado Rui Gessinger, que defende Britto, não compareceu à sessão. Por causa disso, Cassiá resolveu encerrar a sessão e pré-convocou a todos para a próxima segunda-feira, dia 14 de junho, às 14h30min. Estranhamente, mesmo tendo sido convocado também para 4 de julho, o advogado do deputado João Fischer, estava na reunião desta segunda-feira.

 

Antes que a sessão fosse encerrada em definitivo, o defensor de Lang, Rircardo Barrros Falcao Ferraz, fez uma solicitação típica de criminalistas. Pediu ao repórter Grizotti que reforçasse, junto à RBS, o pedido de acesso a todo o material bruto das reportagens. Segundo Ferraz, com o objetivo de saber com que nomes e identificações o repórter teria se apresentado a algumas fontes. Grizotti respondeu que esse material não existe mais. Ficou a impressão de que a defesa pretende desconstituir a série de matérias porque em alguns momentos, as pessoas que acusaram deputados não sabiam que estavam falando com um repórter. (Maneco)

Escrito por Marco Weissheimer às 15h58
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AS MÁGICAS DO PAULO COELHO CORPORATIVO

 A governadora Yeda Crusius (PSDB) anuncia nesta segunda-feira as primeiras ações do programa de Racionalização de Despesas do Estado. Trata-se de uma consultoria contratada por R$ 5 milhões pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) junto ao chamado “mago da gestão” Vicente Falconi. Entre as mágicas já comprovadas de Falconi está sua capacidade de ganhar muito dinheiro no Rio Grande do Sul. Foi assim no governo Rigotto e se repete agora no governo Yeda. Outra mágica é não precisar apresentar nada de muito novo a cada consultoria contratada. A consultoria que está sendo anunciada hoje por Yeda Crusius “vai reaproveitar um serviço iniciado no governo Rigotto”, conforme informou a jornalista Rosane de Oliveira, de Zero Hora.

 

O PGQP pretende ajudar o Estado a identificar focos de desperdício através de métodos da iniciativa privada. Cantado em prosa e verso no início do governo Rigotto e também no início do governo José Fogaça (PPS), em Porto Alegre, o PGQP volta agora ao noticiário. Se os resultados obtidos até aqui são um indicativo da eficácia do programa, ele parece não ter a “eficiência” como uma de suas principais virtudes. A governadora Yeda, no entanto, acredita que essa “é uma das mais importantes iniciativas do governo do Estado para reduzir despesas e modernizar a gestão pública”. Um grupo de 70 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, dirigido por Falconi, será pago pela iniciativa privada para ajudar o Estado a ter um melhor modelo de gestão. Yeda não confia na capacidade do corpo técnico e administrativo do Estado para resolver esse problema. Prefere recorrer às receitas mágicas de Falconi. O conhecimento acumulado pelos técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE), por exemplo, parece não servir para nada. Surpreende, aliás, que o secretário da Fazenda, Aod Cunha (oriundo dos quadros da FEE) embarque nesta canoa.

 

 O mago da gestão Falconi é consultor de grandes grupos empresariais brasileiros, “orientador técnico” do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, membro do Conselho de Administração da Ambev e do Conselho de Administração da Sadia. Também foi membro da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, durante o governo FHC, onde desempenhou as funções de mago do apagão. Falconi traz em sua bagagem teórica ferramentas revolucionárias como o conceito de potência mental. Ele explica o conceito no site do IDG: “Há uns 20 anos aprendi o conceito de Potencial Mental estabelecido por Maslow em 1970.   É um conceito simples mas, por vezes, de difícil absorção.  No entanto é vital para enfrentar e resolver grande parte dos problemas da vida de hoje. Potencial Mental é a capacidade que cada um de nós tem de aprender uma certa quantidade de conhecimentos por dia.   É como se cada um deixasse entrar uma certa quantidade de conhecimentos a cada dia e somente isto. Nada mais.  Se uma pessoa passa um dia de sua vida sem nada aprender, não há como recuperar.   No dia seguinte ela só terá disponível a cota daquele dia!”

 

Ele vem ganhando muito dinheiro com essas idéias. É, de fato, um mágico... 

Escrito por Marco Weissheimer às 11h41
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O FRACASSO DA GESTÃO DE FOGAÇA NA SAÚDE

 Na campanha eleitoral, Fogaça admitia que as gestões petistas na Capital haviam mudado a cara da cidade. Mas como precisava tornar deglutível aos porto-alegrenses uma mudança no comando do município, inventou um slogan que pregava “fica o que tá bom, muda o que não tá”. E entre as poucas coisas que incluía no que não estava bom, Fogaça  citava sempre a saúde. Prometendo acabar com as filas e garantir atendimento digno a todos, Fogaça escolheu para a área, “um nome acima dos partidos”. Este nome foi Pedro Gus, proctologista que já havia sido Diretor de Saúde Pública da Prefeitura de Porto Alegre, diretor da Associação Médica do RS, conselheiro do Cremers e até presidente do Sindicato Médico do Estado. Era, segundo Fogaça, “um homem de gestão” e havia provado sua competência no comando do Hospital de Clínicas. Acima de tudo, conforme o prefeito, Gus “tinha bom trânsito entre os colegas”. Esta característica foi reforçada porque ainda durante a campanha, assessorados pelo inopinável José Barrionuevo, alguns médicos criticaram muito as gestões petistas.

 

Tudo parecia caminhar bem até que o Sindicato dos Médicos do RS resolveu promover uma interdição ética no Postão da Cruzeiro, o “pronto socorro” da Zona Sul porto-alegrense. Segundo o sindicato, por absoluta falta de investimentos municipais, não há condições para o exercício da medicina naquele local. Associe-se à interdição a falta de medicamentos e a péssima qualidade do atendimento, e se terá então a explicação para a cogitada e já quase confirmada saída de Pedro Gus do cargo de secretário municipal de Saúde. Oficialmente, o secretário está em férias, mas na Prefeitura já é dada como certa sua substituição pelo vice-prefeito Eliseu Santos. Na lógica de Fogaça, Gus não tava bom, portanto, não fica. Difícil desta vez será convencer os porto-alegrenses que o polêmico ex-deputado/pastor do PTB vai dar certo na nova função. Afinal, o currículo de Eliseu nem de longe se compara ao de Gus, sua relação com a categoria é marcada por desentendimentos contínuos e, definitivamente, ele não está acima dos partidos. (Maneco)

Escrito por Marco Weissheimer às 10h58
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JORNALISMO ISENTO E IMPARCIAL

 A Rede Bandeirantes dedicou o programa Canal Livre, na noite de domingo, para debater o tema da Reforma Agrária. Para tanto, convidou...o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano (PSDB). Durante quase uma hora, Graziano dedicou-se a chutar as bolas levantadas pela equipe de jornalistas comandada por Joelmir Betting e Fernando Mitre. O secretário do Meio Ambiente de São Paulo não cansou de fazer elogios à sua própria gestão no Incra (durante o governo FHC) e à gestão de Raul Jungmann (PPS) na Reforma Agrária. Além disso, criticou duramente a ação do MST e a cumplicidade do governo Lula com uma série de “crimes” no campo. Segundo Graziano, o governo Lula gasta 5 bilhões de reais por no para alimentar uma “fábrica de invasões”, os assentamentos não apresentam nenhuma produtividade e o dinheiro aplicado não é fiscalizado.

 

Na metade do programa, Fernando Mitre alertou Graziano que ele não escaparia de falar sobre temas relacionados ao meio ambiente. E veio finalmente a pergunta: qual a preocupação do MST com o meio ambiente? Segundo Graziano, o MST é um dos principais responsáveis pela destruição ambiental no campo. Para ele, quem destrói o meio ambiente não é o agronegócio, mas sim o MST e os assentamentos do Incra. “Falar de consciência ecológica e reforma agrária é uma piada”, disparou. O secretário aproveitou o ambiente para apresentar uma proposta revolucionária: a realização de um vestibular para a ocupação de terras que selecionaria “os verdadeiros e mais capacitados agricultores” para trabalhar no campo. E fez uma revelação surpreendente: FHC e Raul Jungmann acharam que “esse problema do MST” ia acabar, por isso não tomaram medidas mais duras contra o movimento. Acredite se quiser...



Escrito por Marco Weissheimer às 10h21
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MÁFIA DAS CONSULTAS

 O jornalista Giovani Grizotti, da RBS TV, depõe nesta segunda-feira, a partir das 14h30min, na Comissão de Ética da Assembléia Legislativa do RS, sobre a máfia das consultas. Grizotti é o autor de uma série de reportagens que expôs o esquema para furar a fila do sistema de consultas do Sistema Único de Saúde (SUS) através da interferência política de deputados. Testemunhas foram chamadas a depor no processo instaurado pelo corregedor da Assembléia, deputado Fabiano Pereira (PT), para apurar se houve transgressão ética por parte dos deputados Adolfo Brito (PP), Marquinho Lang (DEM) e João Fischer (PP), citados nas reportagens. Caso seja comprovada “conduta incompatível com o decoro parlamentar ou ofensiva ao Parlamento Estadual”, os deputados poderão sofrer sanções que envolvem censura pública, suspensão ou até perda de mandato.

Escrito por Marco Weissheimer às 09h47
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MILHO TRANSGÊNICO JÁ CHEGOU AO RS

 A Superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul confirmou a existência da primeira lavoura (ilegal) de milho transgênico no Estado. Exames de laboratório comprovaram o uso de milho transgênico na lavoura localizada no município de São Borja. Segundo o Ministério da Agricultura, o proprietário foi multado em R$ 60 mil. O plantio de milho transgênico ainda não foi autorizado no Brasil, embora a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) já tenha aprovado a liberação comercial do milho transgênico. Considerando o caso recente da soja, a questão legal não tem sido um obstáculo para o avanço dos transgênicos no Rio Grande do Sul e no Brasil. A lógica do fato consumado já atropelou várias leis e regras, seguindo a máxima: plante primeiro, legalize depois. Assim como ocorreu com a soja, o RS poderá ser pioneiro na introdução do milho transgênico no Brasil.

 

O nosso Estado, aliás vem se notabilizando negativamente no noticiário ambiental. Nos últimos meses, já tivemos mortandade de toneladas de peixes, avanço da silvicultura desrespeitando regulamentos ambientais, denúncias e demissões de autoridades ambientais, pressão crescente de empresas sobre o governo e concessões crescentes do governo para essas empresas. Estamos chegando à metade do ano e, até aqui, os defensores do meio ambiente vêm perdendo de goleada para os “empreendedores”. É importante que se retenha bem a memória destes dias para que, no caso de futuros problemas, sejam recuperadas as posições defendidas por autoridades nestes dias. As amnésias de ocasião costumam surgir quando algo dá errado. E nesta segunda começa a Semana do Meio Ambiente em Porto Alegre. Uma boa oportunidade para organizar essa memória e os problemas que começam a se acumular.



Escrito por Marco Weissheimer às 19h50
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SOBRE A GREVE DOS MUNICIPÁRIOS

 Paulo Muzell analisa alguns números oficiais da Prefeitura de Porto Alegre e sustenta que é possível conceder um reajuste de até 10% para o funcionalismo público municipal:

 

O governo Fogaça através de seus interlocutores repete insistentemente que quer pagar mais aos servidores mas que chegou no seu limite e que as finanças da Prefeitura não comportam um reajuste maior. Andei dando uma boa olhada nos últimos balanços e Relatórios da Gestão Fiscal e apresento a prova de que dá, sim, para melhorar e muito a atual proposta, que é ridícula. Observe-se que os números são todos das publicações oficiais:

 

No Relatório de Gestão Fiscal/PMPA publicado no Diário Oficial dia 30 de maio passado, constata-se que o comprometimento da Receita Corrente (total) da Prefeitura com o pagamento de pessoal e encargos atingia 46,6% no final do primeiro quadrimestre do exercício (30 de abril passado).  A Lei da Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece como limite prudencial 51,3%. Havia, pois, uma "folga" de 4,7% para o aumento da despesa com a folha. Como cada 1% de aumento da despesa de pessoal compromete 0,47% a mais da Receita Corrente, havia condições de conceder um reajuste de até 10% a partir de 1º de maio.

 

A receita Corrente (total) da Prefeitura (balanços consolidados) teve a seguinte evolução:

 

2004  -  1,884 bilhões // 2006  -  2,144 bilhões

 

A receita aumentou 13,8%, muito acima do reajuste, concedido em várias pequenas parcelas  ao longo desses dois anos, totalizando 9,3%. Já o Relatório da Gestão Fiscal de 30 de abril informa que a Receita Corrente dos últimos doze meses atingira 2,271 bilhões e projeta uma arrecadação no exercício de 2007 de 2,473 bilhões. Os números são inequívocos: a receita do início de 2005 até abril de 2007 cresceu 20,5% e o governo projeta até o fim do ano um acréscimo superior aos 30% (31,2%) nos três primeiros anos (2005, 2006 e 2007), muito acima do reajuste acumulado de 12,6% concedido no atual governo e que vigora até 30 de abril de 2008.

Escrito por Marco Weissheimer às 19h19
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