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RS URGENTE


KEN LOACH: O VENTO DAS OCUPAÇÕES

 “Nosso filme é um pequeno passo para levar os britânicos a encarar sua história imperialista. Quem sabe, se contarmos a verdade sobre o passado, possamos falar a verdade sobre o presente”. Com essas palavras, o cineasta Ken Loach recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2006, com seu filme “The wind that shakes the barley” (traduzido em português como Ventos de liberdade). Trata-se de uma história ambientada na Irlanda na década de 1920, e mostra a luta dos irlandeses contra a ocupação inglesa (que iniciou no século XII). Um filme seco, duro e implacável, como costumam ser as obras de Ken Loach. A luta contra as tropas de ocupação força o governo inglês a ceder e a conceder uma independência parcial a Irlanda. Segue-se uma divisão interna no Exército Republicano Irlandês (IRA) que jogará irmãos contra irmãos. Como disse na cerimônia de premiação, Loach conta uma história do passado de olho no presente:

 

 “Vivemos em tempos extraordinários, e esse fato politizou as pessoas de maneira que elas talvez não estivessem nos últimos quatro, cinco ou seis anos. As guerras às quais estamos assistindo, as ocupações em várias partes do mundo...as pessoas não podem se recusar a enxergar tudo isso. É muito instigante poder tratar disso no cinema, e não apenas fazer filmes que sirvam de complemento para uma pipoca”. Aos 69 anos, Loach disse que seu filme evoca temas atuais, como a guerra no Iraque. Para ele, os ingleses têm contas a ajustar com seu passado colonialista e imperialista, um passado que permanece vivo no presente. “Sempre há, em algum país, um exército de ocupação, ao qual a população resiste. Não preciso esclarecer em que lugar do mundo a Grã-Bretanha mantém hoje, ilegalmente, um exército de ocupação. A guerra do Iraque foi ilegítima, contrária às convenções de Genebra e à carta das Nações Unidas, além de baseada em mentiras. É necessário romper com a história oficial e denunciar as atrocidades cometidas na Índia ou no Quênia até o final dos anos 50. Pessoas foram enforcadas, mutiladas e existiram campos piores que Guantánmo”.

 

O novo trabalho de Ken Loach conta um capítulo desse circo de horrores, um capítulo de dimensões trágicas. Um filme obrigatório.

Escrito por Marco Weissheimer às 20h53
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CACHIMA NA LUTA PELA UERGS

 A luta dos estudantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) pela sobrevivência da instituição já está na blogosfera. Iniciativa de estudantes de Montenegro, o Cachima defende a realização de vestibular em 2007, a garantia de formatura para todos, eleição para reitor e a UERGS viva. Neste domingo, os estudantes realizarão uma manifestação no Brique da Redenção, em Porto Alegre. A concentração inicia às 11h30min,no Monumento do Expedicionário. Na terça-feira, será realizado um cortejo no seminário Fronteiras do Pensamento, na reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No mesmo dia, uma comissão de estudantes tentará se encontrar com Olívio Dutra, em Montenegro. Além do calendário de mobilizações, o Cachima disponibiliza cópias de panfletos para serem reproduzidos e utilizados nas manifestações. Clique AQUI para ver.

Escrito por Marco Weissheimer às 11h48
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FALANDO GENERICAMENTE

 É impressionante como a grande mídia é sensível ao tema das rádios comunitárias. Seus veículos praticam uma marcação cerrada contra o movimento, tratando-o na esfera do crime.  E com uma linguagem peculiar. A edição deste sábado do jornal Zero Hora dá mais um exemplo disso. A ocupação da rádio São Roque, de Faxinal do Soturno, por militantes da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) foi tratada do seguinte modo: “Nos 15 minutos em que esteve no controle das transmissões, o grupo leu um manifesto defendendo as rádios piratas, classificadas por eles genericamente como ‘comunitárias’. Nos últimos meses, dezenas de rádios do gênero foram fechadas, por serem ilegais e atrapalharem o tráfego aéreo”.   Se é para inventar novas formas de expressão, vamos lá. O Grupo RBS tem uma televisão, classificada por ele genericamente como comunitária. O mesmo grupo tem dezenas de veículos espalhados por RS e SC que atrapalham diariamente o tráfego do pensamento.

Escrito por Marco Weissheimer às 11h05
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RATOS NO HPS

  Como já publicamos aqui, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), telefonou preocupado, de Miami, para pedir explicações a sua assessoria de marketing e comunicação sobre o péssimo desempenho de sua gestão, apontado na pesquisa do Instituto Methodus, divulgada essa semana. Aqui vai mais uma pista para ajudar o prefeito a entender como andam as coisas na cidade. Essa nota foi publicada no blog Direto da Fonte, do jornalista Giovani Grizotti:

“Ontem, a RBSTV apresentou uma reportagem chocante: partes do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre caindo aos pedaços. E o que mais causa indignação: ratos circulando livremente por alguns setores do Hospital. Até agora, o prefeito José Fogaça (PPS) não anunciou o afastamento de ninguém. Ninguém! Será que ele acha isso normal?? Bem, esperar o que de um governo que não moveu uma palha para investigar a inclusão de pacientes falsos na fila da central de marcação de consultas?”

Deu para entender, prefeito Fogaça? 



Escrito por Marco Weissheimer às 17h36
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MÃOS DE TESOURA

 A governadora Yeda Crusius (PSDB) anunciou, na tarde desta sexta-feira, um corte mínimo de despesas de R$ 303 milhões até o final deste ano. Em 2006, os gastos totais do governo gaúcho chegaram a R$ 1,340 bilhão. Yeda quer reduzir esse valor para R$ 1,037 bilhão, o que representaria uma redução de 22,6%. Ela pretende fazer isso através de uma “reestruturação de todas as secretarias do governo” e da “racionalização de despesas por processos de gestão”. Mas esse corte pode ser ainda maior. O sonho de consumo de Yeda é reduzir os gastos em R$ 450 milhões. A palavra “gastos”,nunca é demais lembrar, significa dinheiro do Estado em áreas como educação, saúde, assistência social, segurança, entre outras. Mesmo com esses cortes, Yeda acredita que os serviços públicos não foram prejudicados nestes primeiros meses de governo. “A informação que eu tenho é que a população se sente mais segura”, disse a governadora. Informação de quem, cara-pálida? Do ex-secretário demitido Bacci? Um passeio pelas ruas do Estado faria bem à percepção da mandatária...

Escrito por Marco Weissheimer às 16h13
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A POLÍTICA (?) AMBIENTAL DO GOVERNO YEDA

 Maneco escreve sobre os esforços da governadora Yeda Crusius para não deixar questões ambientais atrapalharem os negócios no RS: Primeiro, Yeda nomeou Renato Breunig e Jackson Müller para a presidência e a direção técnica da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e os demitiu antes de completarem três meses nos cargos. Depois, por pressão das multinacionais de celulose, criou um grupo para revisar o Zoneamento Ambiental da Silvicultura recém finalizado. Agora, faz pressão sobre a Secretaria de Meio Ambiente, pedindo pressa na liberação das licenças. Os dois primeiros escolhidos por ela para o comando da Fepam se envolveram num bate-boca desqualificado que acabou revelando para a sociedade gaúcha que ambos mantinham relações mais do que profissionais com a empresa que causou um dos maiores crimes ambientais dos últimos tempos no Estado (a mortandade de toneladas de peixes no rio dos Sinos), a Utresa, cujo proprietário, amigo de Breunig e Müller, está foragido da Polícia.

 

No caso do grupo revisor do Zoneamento da Silvicultura, Yeda cometeu ato falho: chamou Fiergs, Farsul, Associação Gaúcha de Empresas de Florestamento (Ageflor) e até o Sindimadeira; mas não convidou ninguém do movimento ambientalista. Tucano que é tucano adora um pensamentinho único. O problema da governadora é que a formação do grupo revisor deu-se por pressão das empresas. Ela não admite, mas também não consegue explicar por quais razões um trabalho de fôlego como este precisa ser revisto quase que simultaneamente à sua apresentação. As empresas fizeram circular a versão de que Rigotto, a pretexto de cumprir o prazo combinado com o Ministério Público (foi o MP quem exigiu a elaboração do zoneamento), entregou um zoneamento feito às pressas, com vários problemas técnicos.

 

Ambientalistas e cientistas que não têm pesquisas pagas pelas multinacionais de celulose já leram o documento e discordam desta tese. Dizem que o documento é bom e que a verdadeira razão para o descontentamento das empresas é que o zoneamento impede plantio de eucaliptos em áreas que as empresas já plantaram ou pretendiam plantar. Em todo o caso, não há dúvida sobre de que lado está Yeda. A proeza mais recente do governo tucano é o pito público que Yeda deu na secretária do Meio Ambiente, Vela Callegaro exigindo celeridade na liberação das licenças ambientais. No dia seguinte a Fepam deu sinal verde para a instalação de dois parques eólicos no Litoral Norte. Sobre estes investimentos o RS Urgente fala na semana que vem. Por enquanto basta dizer que por trás deles estão figuras como Eliseu Padilha. Coincidência pouca é bobagem.

Escrito por Marco Weissheimer às 14h40
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ABRAÇO OCUPA RÁDIO NO RS

 Militantes da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) ocuparam, na manhã desta sexta-feira (20), a rádio São Roque 1480 AM, de Faxinal do Soturno, no interior do Estado. A emissora pertence ao presidente da Associação Gaúcha de Empresas de Rádio e Televisão (Agert), Roberto Cervo, também conhecido como “Melão”. A ocupação é um protesto da Abraço contra “a perseguição às rádios comunitárias movida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a campanha desencadeada pela Agert contra as rádios comunitárias”. Além disso, é um protesto contra a implantação do padrão Iboc de rádio digital. Segundo a avaliação da Abraco, “o movimento pela democratização da comunicação sofreu, nestes últimos anos, o aumento da repressão do Estado. A cada dia, diz a entidade, no mínimo uma rádio comunitária é fechada no Brasil.

Cerca de 50 pessoas do movimento de rádios comunitárias, com apoio de militantes de outros movimentos sociais, participaram da ocupação. Por 10 minutos, os militantes leram no ar um manifesto contra a Agert. Em seguida, a programação foi retirada do ar. Eles permaneceram na rádio das 8h30min até às 11h, quando, depois de uma negociação, deixaram as dependências da rádio São Roque e foram conduzidos à delegacia de polícia da cidade para prestar depoimento. A decisão de ocupar a rádio tem o objetivo de chamar a atenção para o que a Abraço considera ser um “golpe final ao movimento de rádios comunitárias com a implementação do padrão Iboc (In-Band-On-Channel) de rádio digital. Essa tecnologia desenvolvida pelos Estados Unidos, está a serviço, segundo a entidade, dos interesses das grandes empresas do setor. A última ofensiva da radiodifusão comercial contra as comunitárias, protesta ainda a Abraço, é uma campanha dizendo que anunciar em rádios comunitárias é o mesmo que comprar um carro roubado.

 

Não bastasse isso, acrescenta a entidade, as emissoras comerciais “difundem a mentira que rádio comunitária derruba avião. “Defeitos em transmissores podem gerar uma freqüência diferente em qualquer um e entrar na faixa destinada a aeronaves. Assim, é mais provável que uma rádio comercial venha a derrubar avião, em função da potência de seus transmissores ser centenas ou milhares de vezes superior à das RadCom”. Somente em 2006, diz ainda a Abraço, 244 emissoras comunitárias foram fechadas no RS: “Militantes foram presos, transmissores lacrados, equipamentos roubados e gente de bem foi tratada como bandido perigoso”. Enquanto isso, denuncia, de cada três rádios comerciais gaúchas, duas estão operando com a outorga vencida, totalizando 209 emissoras piratas de verdade, algumas há mais de 10 anos. “Assim, 70% das rádios comerciais, detentoras de concessão pública e recebendo verbas estatais, são simplesmente ilegais”. Entre elas, estariam as rádios Gaúcha e Guaíba, de Porto Alegre.



Escrito por Marco Weissheimer às 11h21
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A COLHEITA DO MAL

 Estréia hoje em Porto Alegre o filme “A Colheita do Mal”, filme de terror inspirado na história das pragas do Egito. Em uma pequena cidade da Louisiana, estranhos fenômenos parecem repetir pragas bíblicas. Há quem diga que fenômenos similares estão ocorrendo no RS. Especialistas em pragas bíblicas apontam sete exemplos:

 

Epidemia de dengue

Mortandade de peixes nos rios

Hospitais estão fechando

Escolas sem professores, transporte, giz e papel higiênico

Atraso nos salários

Apagão energético

Denúncias de corrupção policial

 

A crítica diz que o filme é uma grande porcaria.

Escrito por Marco Weissheimer às 10h04
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EPIDEMIA DE DENGUE

 O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra (PMDB), admitiu que já há uma epidemia de dengue no noroeste do Rio Grande do Sul. O número de casos de suspeita de dengue nesta região chegou a 99, na quinta-feira (19). A situação mais grave é no município de Giruá, com 96 casos. Tucunduva e Três de Maio também tem registros de sintomas da doença. Somente nestas duas cidades, cuja população é de cerca de 30 mil pessoas, foram encontrados 450 focos do mosquito transmissor. Nesta sexta-feira, devem ser divulgados os resultados de análises feitas em um laboratório em São Paulo sobre os casos de Giruá. Na avaliação do médico do Ministério da Saúde, Rivaldo da Cunha, não há dúvida sobre a presença do vírus na região: “Mesmo sem saber os resultados laboratoriais, do ponto de vista clínico e epidemiológico, é dengue.Foi aplicado inseticida em 15% dos imóveis de Giruá e, em 20 dias, todas as casas devem ser visitadas por agentes de saúde”.

Escrito por Marco Weissheimer às 09h30
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POLÍCIA PARA QUEM PRECISA

 O governo do Estado montou um espalhafatoso aparato policial em frente ao Palácio Piratini, na tarde desta quinta-feira, para conter o protesto de estudantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), da unidade de Montenegro. A presença de policiais militares e de viaturas foi completamente desproporcional à natureza do protesto dos acadêmicos da Uergs. Aliás, nas últimas semanas, essa tem sido a regra diante do Palácio. Diante da aproximação de qualquer tipo de manifestação, instaura-se um bloqueio policial. Os universitários se deslocaram até Porto Alegre para protestar contra o atraso no repasse de verbas, a não realização do vestibular de verão e a suspensão do convênio do Estado com a Fundação Municipal de Artes de Montenegro (Fundart). Eles carregavam um caixão simbolizando a morte da unidade da UERGS em Montenegro. O governo estadual deve R$ 700 mil à prefeitura do município que, no ano passado, garantiu o pagamento dos salários dos professores naquela unidade.



Escrito por Marco Weissheimer às 17h48
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FOGAÇA PEDE EXPLICAÇÕES

 Segundo o site Coletiva.net, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), pediu explicações, desde Miami, ao seu assessor Anilson Costa e ao marqueteiro Fábio Bernardi sobre o péssimo desempenho apresentado na pesquisa do Instituto Methodus, publicada na revista Voto. Conforme essa pesquisa, Fogaça aparece praticamente empatado com Onyx Lorenzoni (DEM):  Fogaça teve 16,8% e Onyx, 16%. No levantamento do Methodus, Olívio Dutra aparece em primeiro, com 32,8%, e Manuela D’Ávila em segundo, com 18%. Além disso, a pesquisa registrou que o prefeito é um total desconhecido para 30% da população. Fogaça bem que poderia economizar o trabalho de seus assessores. Basta ele voltar de Miami e caminhar um pouco pelas ruas de Porto Alegre, perguntando o que a população está achando de sua administração. Vai descobrir a explicação rapidinho, sem intermediários.

Escrito por Marco Weissheimer às 13h30
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CASSEL CRITICA DISCURSO DO MST

 O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse na manhã desta quinta-feira, em entrevista à Agência Brasil, que a sociedade brasileira está ficando “cansada da retórica vazia” do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Ao comentar nota divulgada pelo MST no início da semana, que critica a política de Reforma Agrária do governo Lula dizendo que “pouco ou quase nada foi feito nos últimos quatro anos”, Cassel afirmou que não há um diálogo franco entre o governo e os trabalhadores sem terra. “Não só eu, mas toda a sociedade brasileira está ficando um pouco cansada dessa retórica vazia, que sempre vira as costas para a realidade, para justificar os seus atos. Todo mundo sabe, isso está em todo os documentos, em todos os balanços, que o governo federal, nos últimos quatro anos, investiu como nunca tanto em reforma agrária quanto em agricultura familiar”, acrescentou.

 

Diante da afirmação de que pouco ou quase nada foi feito, ele perguntou: “Onde foram parar então os R$ 4 bilhões que o governo investiu em compra de terra, e os recursos em educação, os recursos em construção de estrada, e o Luz para Todos e a assistência técnica que hoje atingem 80% dos municípios? Isso é nada ou isso é alguma coisa importante? Senão a gente não consegue conversar com seriedade. Isso que me parece o grande problema, que eu acho que a sociedade está cansando da retórica vazia, da impossibilidade de um diálogo franco que tenha em conta os dados da realidade”. Cassel comentou também a crítica do MST segundo a qual o agronegócio recebe vultosos investimentos em crédito dos bancos públicos e do BNDES e não paga quase nada em impostos. Ele reconheceu que o agronegócio recebeu investimentos, mas destacou que também foi investido bastante na agricultura familiar. Segundo Cassel, um dia, talvez, seja preciso escolher o padrão de agricultura que o país quer para o campo. “Mas hoje, nas condições atuais do nosso país, é evidente para qualquer pessoa de bom senso que esses dois padrões conseguem conviver e podem conviver pacificamente na agricultura brasileira”. Clique AQUI para ler mais.



Escrito por Marco Weissheimer às 10h32
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A PRIVATIZAÇÃO SILENCIOSA DE YEDA

 O governo Yeda Crusius (PSDB), aos poucos, vai promovendo uma privatização silenciosa no Rio Grande do Sul. O corte de recursos para áreas como saúde, educação e segurança está levando a população – aquela parcela que tem algum poder aquisitivo, é claro – a tirar dinheiro do próprio bolso para garantir o funcionamento de algumas atribuições essenciais do Estado. Conforme matéria do jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael, em Flores da Cunha, estão pagando o salário de professores particulares para que os estudantes possam ter aulas. “Cansados da falta de docentes para sete disciplinas, 50 dias após o início do ano letivo, os pais gastam R$ 10 por estudante”, diz a matéria  assinada pela jornalista Kelly Pelisser. Até a semana passada, a falta de professores obrigava os alunos a se revezarem nas salas de aula.

Diante dessa situação, os pais de alunos estão pagando sete professores de biologia, geografia, história, filosofia, inglês e química. Os professores estão sendo pagos como se fossem professores autônomos. Representante do governo do Estado, a titular da 4ª Coordenadoria Regional de Educação, Marta Fattori, considerou “bem-vinda” a decisão dos pais e prometeu que, até o final de abril, a situação de falta de professores será resolvida. O caso de Flores da Cunha não é único. Na quarta-feira à noite, estudantes do Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, fizeram uma manifestação na avenida Osvaldo Aranha, protestando contra a falta de professores. Além da falta de professores e funcionários, as escolas estaduais estão trabalhando em condições materiais precárias. Os casos de falta de giz e de papel higiênico ilustram bem o atual estado da rede pública de educação no RS. 



Escrito por Marco Weissheimer às 06h57
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MÁFIA DAS CONSULTAS

 As bancadas do PT, PSB e PCdoB, juntamente com o Sindisepe, o Conselho Estadual de Saúde, o Sindisaúde, a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde, o Sindicato dos Médicos e o Grupo Hospitalar Conceição encaminharão representação ao Ministério Público Estadual solicitando investigação das denúncias de fraudes na marcação de consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação foi decidida durante reunião realizada nesta quarta-feira, na Assembléia Legislativa. Os participantes do encontro também decidiram solicitar uma auditoria do Ministério da Saúde nos hospitais e prefeituras citadas nas denúncias, a realização de uma audiência pública com a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia, audiência com o presidente da Assembléia, deputado Frederico Antunes (PP) e distribuir um folheto nos hospitais alertando aos pacientes sobre o esquema .

 

O deputado Fabiano Pereira (PT), corregedor da Comissão de Ética da Assembléia, acatou denúncia contra os deputados Adolfo Brito (PP), João Fischer (PP) e Marquinho Lang (DEM), apontados pela imprensa como participantes da chamada ‘máfia das consultas’. Outro citado nas denúncias é o ex-deputado Elmar Schneider (PMDB), que acaba de ser empossado pela governadora Yeda Crusius (PSDB) na presidência da Ceasa. Segundo as reportagens veiculadas na RBSTV e no jornal Zero Hora, entre 05 e 13 de março, esses parlamentares estão envolvidos em um esquema para furar a fila no agendamento de consultas pelo Sistema Único de Saúde. Segundo as matérias, assessores vinculados a parlamentares estaduais estariam obtendo vantagens no agendamento de consultas especializadas e internações em grandes hospitais de Porto Alegre, desrespeitando a lista de espera.



Escrito por Marco Weissheimer às 18h47
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MST DENUNCIA REPRESSÃO DO GOVERNO YEDA

 A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) divulgou nota oficial criticando o comportamento da Brigada Militar em São Gabriel, nesta quarta-feira, e repudiando a política do governo Yeda Crusius (PSDB) para com os movimentos sociais. Soldados da Brigada interromperam uma marcha do MST que se dirigia à entrada da Fazenda Southal, reivindicado pelo movimento para reforma agrária. Segundo o MST, dois trabalhadores rurais foram feridos por golpes de baioneta. Já a Brigada Militar afirmou que quatro policiais ficaram feridos durante o confronto. Fazendeiros da região montaram um acampamento na RS-630 para monitorar a movimentação do MST e evitar qualquer tentativa de ocupação de terra na região. Após o conflito com a polícia, os sem-terra montaram um acampamento a 500 metros da Fazenda Southal. A nota do MST afirma:

 

1) Na manhã desta quarta, o MST iniciou uma marcha em direção à entrada da Fazenda Southall. No início da caminhada, a Brigada Militar barrou os trabalhadores, já atirando para o alto e jogando bombas de efeito moral. Dois trabalhadores rurais sem terra foram feridos por baionetas.

 

2) A ação da BM em São Gabriel se assemelha muito com o ocorrido em Coqueiros do Sul, na semana passada, quando um trabalhador, baleado, foi espancado dentro do hospital de Carazinho. Verdadeiros atos de tortura foram praticados pela BM nesta quarta, em São Gabriel: trabalhadores rurais foram obrigados a deitar no chão, com as mãos na cabeça, sendo agredidos e revistados. Da mesma forma como a Brigada já havia agido em Pedro Osório, na semana passada.

 

3) Arbitrariamente, a polícia prendeu oito trabalhadores rurais, sem nenhum tipo de alegação.

 

4) O MST mais uma vez repudia a política do Governo do Estado para com os movimentos sociais, que abandona a questão agrária e social, agindo apenas pela violência. Reafirmamos que somente uma verdadeira Reforma Agrária pode encerrar os conflitos no campo e que neste momento, a desapropriação das fazendas Guerra e Southall não apenas geraria mais de quatro mil empregos diretos, como reduziria o tensionamento no campo gaúcho.

Escrito por Marco Weissheimer às 17h24
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PORTO ALEGRE SOFRE APAGÃO

 Pelo menos 70% da capital gaúcha ficou sem eletricidade na tarde desta quarta-feira. Uma série de quedas de energia atingiu a cidade na metade da tarde, afetando bairros como Independência, Centro, Auxiliadora, Praia de Belas, Moinhos de Vento, Menino Deus e Azenha. A situação no centro da cidade ficou caótica. A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) ainda não informou o motivo dos blecautes. Os telefones da companhia ficaram congestionados. A queda de energia também provocou falta d'água em várias regiões da cidade. Sem eletricidade, algumas estações de tratamento do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) pararam de funcionar. No início da tarde, as quedas de energia atingiram oito subestações. Por volta das 16:30, três subestações seguiam paralisadas. O que está acontecendo com os serviços públicos do Estado?



Escrito por Marco Weissheimer às 15h18
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OLÍVIO E MANUELA LIDERAM PESQUISA

 A edição especial do terceiro aniversário da revista Voto chega às bancas nesta quarta-feira, com a primeira pesquisa para as eleições municipais de Porto Alegre. Realizada pelo Instituto Methodus, a pesquisa mostra Olívio Dutra (PT) e Manuela D’Avila (PcdoB) na frente do prefeito José Fogaça (PPS), que, segundo o levantamento, é desconhecido por 30% da população. A revista traz ainda uma entrevista exclusiva com o ex-governador Antonio Britto sobre seu tempo no governo. A revista promete revelar detalhes dos bastidores da vinda da General Motors para o Rio Grande do Sul. Outro destaque da edição é o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, que defende a vocação do Rio Grande do Sul para a produção de alimentos e critica a aposta na cana-de-açúcar para a produção de etanol; “uma aventura arriscada”, segundo ele.

No levantamento espontâneo, Olívio Dutra e José Fogaça aparecem praticamente empatados, com 10,07% para o petista e 10% para o atual prefeito. Na pesquisa estimulada, Olívio teve 32,8%, Manuela, 18%, Fogaça, 16,8% e Onyx, 16%. O Instituto Methodus também fez uma avaliação da administração Fogaça, que recebeu nota média de 5,45 (de zero a dez). Cerca de 70% dos entrevistados não souberam dizer o nome do atual prefeito de Porto Alegre.

 

O site do jornalista Políbio Braga colocou uma enquete no ar, na manhã desta quarta-feira, com a seguinte pergunta: Em quem você votaria para prefeito de Porto Alegre? A pesquisa é induzida e relaciona apenas cinco nomes como candidatos. Com 138 votos, o resultado era o seguinte:

 

1° Olívio Dutra (PT) – 30,43%

2° Manuel D’Ávila (PcdoB) – 22,46%

3° Onyx Lorenzoni (Dem) – 19,57%

4° Ênio Bacci (PDT) – 15,22%

5° José Fogaça (PPS) – 12,32%

Muito mal na foto, o prefeito Fogaça.



Escrito por Marco Weissheimer às 12h57
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SOS UERGS

 Maneco escreve sobre a situação de desmantelo na UERGS: Dentro do espírito “nada do que o PT fez, presta” inaugurado no governo Rigotto, a administração Yeda juntou o seu “venda-se o que puder, privatize-se o resto”. E assim segue desmontando a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), criada pelo governo Olívio Dutra.  Alunos da unidade de Montenegro alertam que os cursos de Graduação em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro estão sob ameaça porque não houve concurso vestibular para ingresso de novos alunos em 2007; porque apesar de as aulas terem iniciado em 12 de março, até agora nenhuma verba foi repassada à unidade; porque o Governo do Estado tem uma dívida de aproximadamente R$ 700 mil com a Prefeitura de Montenegro referente ao pagamento de salários dos professores no ano passado e, finalmente, porque não houve renovação do convênio com a Fundarte, entidade que abriga e estrutura os quatro cursos que se desenvolvem no município.

 

No manifesto com o qual buscam sensibilizar a sociedade gaúcha, os alunos destes quatro cursos dizem que o governo Yeda "está ignorando a qualidade da nossa instituição, os benefícios que esta traz para o RS, a inovação que representa para a história da arte-educação, o crescimento e a produção cultural e social desencadeada e fomentada por uma excelente universidade pública gratuita, instalada no interior do Estado". Por fim, ao convocarem o povo gaúcho para ajudá-los a manter os cursos, os alunos dialogam com a crise financeira: "Se existem prioridades de investimentos no Rio Grande do Sul, a manutenção da única universidade pública estadual é uma das principais!"

 

Nos quatro cursos de Montenegro estudam alunos das cidades de Alegrete, Alvorada, Arroio dos Ratos, Barão, Bento Gonçalves, Bom Princípio, Bom Retiro do Sul, Brochier, Cachoeira do Sul, Campo Bom, Canela, Canoas, Capela de Santana, Caxias do Sul, Charqueadas, Dois Irmãos, Encruzilhada do Sul, Esteio, Estrela, Farroupilha, Feliz, Gramado, Gravataí, Guaíba, Guaporé, Harmonia, Lajeado, Maratá, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, Roca sales, Tapes, Taquara, Taquari, Teutônia, Torres, Triunfo, Vera Cruz, Viamão e até do município catarinense de Concórdia.



Escrito por Marco Weissheimer às 12h27
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ENQUANTO ISSO, EM PORTO ALEGRE....

 Nos últimos meses, Porto Alegre já viu postes e marquises caindo, com vítimas fatais, árvores despencando sobre barracas da Feira do Livro e até pacientes sendo lançados para fora de ambulâncias. O caso mais recente de deterioração de bens públicos ocorreu na noite de segunda-feira, quando um ônibus da empresa Carris perdeu as duas rodas traseiras na Avenida Protásio Alves, no bairro Petrópolis. Uma das rodas que se soltou do ônibus acabou espatifando a vitrine de uma padaria. A outra foi bater em um carro que estava próximo ao local. Enquanto isso, o prefeito José Fogaça (PPS) viajou a Miami para apresentar o projeto Portais da Cidade que, segundo ele, vai revolucionar o transporte coletivo na cidade. Até agora, os bairros que serão atingidos pelo projeto manifestaram-se contrários ao mesmo. Aparentemente, as idéias revolucionárias da gestão Fogaça não estão sendo acompanhadas por práticas básicas de manutenção de serviços e bens públicos.

Escrito por Marco Weissheimer às 18h10
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O FUTURO DA SEGURANÇA

 Gustavo arrisca uma previsão sobre o futuro da segurança pública no RS: “O futuro dirá se tenho razão. A Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul está sob ocupação ou intervenção de servidores públicos federais. Provavelmente indivíduos com fortes opiniões políticas mantidas, por enquanto, em reserva. A tempestade que promete trazer instabilidade política e um aumento nos indicadores da criminalidade deverá ir se armando a partir da velha cultura de resistência das corporações policiais. Algo que não é novo e começa a ser entendido pelos gaúchos. Na nota divulgada pela Associação dos Delegados de Polícia (Asdep), o mal estar dos policiais aparece nas declarações que exigem “o cabal esclarecimento e a punição dos infratores, independente de quem sejam ou do cargo que ocupem”.

 

"Porém, causa estranheza (sic) aos delegados gaúchos a referência do Governo à prioridade imposta ao novo Secretário de Segurança de “combate à corrupção”. Para eles, essa referência teria desviado o foco das denúncias que atingiram a Secretaria, órgão do Governo, para eles, delegados, colocando assim em descrédito a apuração instaurada pela Chefia e Corregedoria da Polícia. Além disso, teria generalizado negativamente os membros da Polícia Civil, opondo-se assim aos “policiais que mantém ainda viva uma polícia sem qualquer investimento ou valorização por parte dos Governantes”. A santidade profanada fará a corporação reagir? Como? A estranheza expressada pelos delegados só não é maior do que aqueles que perderão o controle sobre o sistema de escuta (Guardião). As águas turvas que vão rolar prometem lances de confronto que podem começar de novo pelo sistema de registros dos boletins de ocorrência diante do projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados. Tentando acertar no escuro, o governo Yeda promete mais cem dias com fortes emoções no setor”.



Escrito por Marco Weissheimer às 17h18
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PAULO FEIJÓ QUER FALAR

 A deputada estadual Stela Farias (PT), anunciou, na tarde desta terça-feira, que a Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa deverá ouvir o vice-governador, Paulo Feijó, na próxima quinta-feira (26), sobre as denúncias envolvendo a gestão de Fernando Lemos, no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Segundo a deputada Stela, que esteve no Palacinho na semana passada a convite do vice-governador, Feijó confirmou o interesse de prestar os esclarecimentos à Comissão sobre as reiteradas denúncias que vem apresentando em relação à gestão no banco estadual. “Estamos de portas abertas para receber o vice-governador. Espero que sua presença seja rica e esclarecedora para a sociedade gaúcha”, disse Stela. Cada vez mais isolado no governo estadual e distante da governadora Yeda Crusius (PSDB), Feijó quer falar. Reina grande expectativa...

Escrito por Marco Weissheimer às 16h39
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NOTA DO MST PARA A RÁDIO GAÚCHA

 A assessoria de imprensa do MST enviou a seguinte nota ao jornalista Antonio Carlos Macedo, da rádio Gaúcha: “Caro Macedo, ouvimos no Chamada Geral que o Coronel Mendes justificou a blitz na avenida Mauá como uma prevenção a uma suposta ação do Movimento Sem Terra (MST) em Porto Alegre. Da próxima vez, sugerimos que a Brigada Militar acompanhe o noticiário da imprensa, que desde ontem anunciava que iríamos fazer bloqueios de estrada no interior, de forma rápida e simbólica, para lembrar o Massacre de Carajás. Anúncio este que foi feito em coletiva de imprensa, na tarde de ontem. A justificativa do coronel demonstra, nada mais, uma pré-disposição da BM em sempre colocar a culpa no MST, até mesmo em uma ação equivocada da polícia que nada tem a ver com o movimento. Poderiam realizar operações semelhantes para evitar que sem terra fossem baleados e espancados, como têm acontecido nos últimos dias no Rio Grande do Sul”. A nota não foi lida.



Escrito por Marco Weissheimer às 14h23
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MP ACOMPANHA INVESTIGAÇÕES

 O Procurador-Geral de Justiça, Mauro Renner, designará um promotor público para acompanhar as investigações da Corregedoria de Polícia sobre as denúncias envolvendo o ex-secretário de Segurança, Ênio Bacci, e delegados de polícia. A medida atende solicitação da bancada do PT na Assembléia Legislativa, formalizada ao Ministério Público Estadual pelo líder petista, Raul Pont. O trabalho do Ministério Público deveria iniciar já na segunda-feira, quando a Corregedoria ouviu o ex-secretário de Segurança e o delegado Alexandre Vieira. Este, aliás, chegou à Corregedoria dirigindo um carro da polícia e teve o veículo apreendido, uma vez que foi afastado de suas funções. O procurador de Justiça disse que a colaboração do Ministério Público nas investigações dará maior transparência a todo o processo. “Até porque somos o destinatário das ações da Polícia Civil”, disse Mauro Renner.

Escrito por Marco Weissheimer às 12h38
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O INFERNO ASTRAL DE YEDA

 Maneco comenta o inferno astral de Yeda Crusius, que parece não ter fim: “Cada vez mais magra e com olhos cada vez mais fundos, a governadora não passa um dia sem que uma bomba caseira (fruto de fogo amigo) caia em seu colo. Primeiro, deputados da base aliada e o próprio vice-governador Paulo Feijó, rejeitaram o projeto que pedia à Assembléia Legislativa autorização para realizar o maior aumento de ICMS das últimas décadas. Feijó comandou uma passeata contra o projeto protagonizando uma das cenas mais insólitas da história política gaúcha. E o vice não sossega. Ontem mesmo, ao receber um prêmio no Fórum da Liberdade, Feijó voltou a acusar Yeda de não cumprir o que prometeu na campanha e já se sabe que prepara mais um artefato explosivo cujos efeitos podem ser devastadores. Algo a ver com o Banrisul?

 

A primeira mandatária ainda precisou encarar a Máfia das Consultas. Quase uma dezena de deputados aliados da governadora foram citados como supostos integrantes de uma quadrilha que vampirizava o SUS. Para piorar, a série de reportagens do jornalista Giovani Grizotti também incluía o ex-deputado Elmar Schneider (PMDB) que Yeda escolhera para a presidência da Ceasa. Com convites prontos, a posse de Schnaidinha chegou a ser cancelada por causa do escândalo mas o PMDB pressionou tanto que ontem (16) a posse foi efetivada. Veio então a bandalheira da Fepam em que o presidente e o diretor técnico, ambos cargos de confiança nomeados por Yeda, se acusaram mutuamente e acabaram demitidos. Não sem antes causarem estragos na imagem do governo, da fundação e deles próprios. Quando as coisas pareciam finalmente se acomodar, veio a Bombacci.

 

O secretário mais comemorado do governo, Enio Bacci, foi demitido em meio a uma onda de denúncias. Contra Bacci pairam suspeitas de que teria recebido R$ 700 mil para tentar impedir a posse do Procurador Geral de Justiça Mauro Renner e outros valores para transferir delegados. Renner tomou posse, mas os delegados foram transferidos. Ao sair, Bacci disparou para todos os lados: disse que não teve apoio da governadora para combater a banda podre, denunciou um possível envolvimento de policiais em vários crimes (assassinatos, estelionatos, proteção à jogatina, propinas etc...) a existência de contratos lesivos ao Estado no Detran e na própria segurança da Secretaria de Segurança. Resultado: o PDT deixou o governo e Bacci quer que a Operação Furacão baixe no RS. O inferno de Yeda, que já assusta muita gente e cujos focos incendiários estão longe de serem debelados, por mais que já pareça horrível, pode estar apenas começando. Com a CPI dos Pedágios instalada e com outras duas em gestação - a das Consultas e a da Segurança - a governadora pode passar o governo inteiro dando explicações. 



Escrito por Marco Weissheimer às 11h48
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ELDORADO DO CARAJÁS, 11 ANOS DEPOIS

 No dia 17 de abril de 1996, policiais militares do Estado do Pará reprimiram a bala uma manifestação de trabalhadores rurais sem-terra. O saldo foi trágico: 19 mortos, 69 mutilados e centenas de feridos. Após onze anos do Massacre de Eldorado do Carajás, a Justiça ainda não chegou a uma sentença definitiva. O tema é tratado em artigo assinado por Plínio de Arruda Sampaio, Fabio Konder Comparato e José Afonso da Silva, publicado nesta terça-feira (17),na Folha de São Paulo.  Os autores escrevem: “Um sistema de justiça penal incapaz de produzir uma sentença definitiva após onze anos de tramitação sem dúvida padece de defeitos estruturais graves. Independentemente da competência e da respeitabilidade de muitos de seus integrantes, esse sistema precisa ser inteiramente reformado. Nesse período, a Justiça não decidiu se os réus -autores da ordem de disparo contra as vítimas- atuaram no estrito cumprimento do dever; ou extrapolaram suas funções; ou obedeceram ordens de autoridades superiores (as quais, diga-se de passagem, nem sequer foram denunciadas pelo Ministério Público)”. Clique AQUI para ler o artigo na íntegra.

Escrito por Marco Weissheimer às 09h56
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"ESTAMOS CURTIDOS DE CPIs", DIZ OLÍVIO

 Em entrevista ao Portal do PT, publicada segunda-feira (16), o presidente do partido no Rio Grande do Sul, o ex-governador Olívio Dutra, avaliou a crise que provocou a demissão do secretário de Segurança, Enio Bacci (PDT). Para Olívio, essa crise “é somente a ponta de um iceberg, pois o governo tucano desmantelou a estrutura de segurança pública e vem desmontando a máquina pública, além de reprimir os movimentos sociais”. Sobre a possibilidade de instalação de uma CPI para investigar as denúncias que vieram à tona na área da segurança, ele acredita não ser a melhor resposta para enfrentar o tema. “Nós já estamos curtidos de CPIs. Quando fomos governo, a oposição montou também uma CPI para a área da segurança. Por quê? Porque estávamos indo no centro da questão, quando começamos a investigar as partes sombreadas das relações se setores minoritários da polícia com a contravenção e o crime organizado”.

 

Olívio acrescentou: “nosso secretário de Segurança Pública de então, o desembargador José Paulo Bisol, resolveu ir fundo nisso. Mas nós precisávamos do apoio da sociedade, da Assembléia Legislativa, mas não o tivemos. E entre aqueles que ficaram contra as nossas ações estava justamente o partido do próprio secretário de Segurança exonerado, o PDT. Acho que o PDT está aprendendo bastante. Eu penso que o núcleo do trabalhismo social do PDT está dando boas lições, e é bom fazer essas comparações. (...) Eu penso que uma CPI não responde essas coisas, pois, além da possibilidade de se instalar, ela deverá ter a consciência de ir a fundo, não somente na investigação, mas na apresentação de sugestões às instituições de segurança pública, para que elas ajam dentro de um estado realmente democrático, com transparência, eficiência e respeito ao ser humano. Eu acho que este debate, independente de ter ou não uma CPI, já está acontecendo na sociedade”. Clique AQUI para ler a entrevista na íntegra.



Escrito por Marco Weissheimer às 08h51
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NOVO JEITO DE GOVERNAR

 O governo Yeda Crusius (PSDB) recebeu duas más notícias na noite de segunda-feira. A primeira delas foi o rompimento anunciado pelo PDT, que deixa o governo e passa a integrar a oposição. As ofertas de novos cargos e secretarias feitas pela governadora não foram suficientes para convencer os trabalhistas. Pelo contrário, irritaram ainda mais a direção do partido que classificou a oferta como “assédio fisiológico”. A segunda má notícia ocorreu no Fórum da Liberdade, que proporcionou uma nova saia justa para Yeda Crusius. O Instituto de Estudos Empresariais, promotor do evento, fez uma homenagem ao vice-governador Paulo Feijó (PFL), que também está rompido com a governadora. “Hoje, estou no governo mas não sou governo”, alfinetou Feijó, na presença de Yeda. Além disso, o vice-governador voltou a acusar sua colega de governo de descumprir as promessas de campanha. É o novo jeito de governar em ação.

Escrito por Marco Weissheimer às 08h10
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BANRISUL E BANCO MATONE

 O site Vide Versus publica nesta segunda-feira uma matéria questionando o fato de o maior devedor do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, hoje, ser um pequeno banco, o Banco Matone. A íntegra é a seguinte:

 

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), não foi informada de que o maior devedor do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) é um pequeno banco, o Banco Matone, de Porto Alegre. Essa instituição fechou o mês de dezembro com a sua conta devedora em R$ 104.213.064,00. Já no mês de janeiro houve uma pequena amortização do débito, com a conta devedora encerrando o mês com um débito de R$ 100.021.505,00. No mês de fevereiro esse débito voltou a ser incrementado, fechando o mês no valor de R$ 109.992.650,00. A informação é de que na semana passada o débito do Banco Matone no Banrisul estava cravado em 114 milhões de reais. É algo difícil de entender como um banco, do gênero do Banrisul, concentra tantos recursos em um só pequeno cliente. Também é incompreensível que o Banco Central ache normal a manutenção de uma posição bancária dessa ordem por tantos meses consecutivos, e quase sempre crescente.

 

A matéria prossegue: “Porém, há mais detalhes que devem deixar a governadora Yeda Crusius bastante preocupada: o Banrisul é presidido por Fernando Guerreiro de Lemos, que tomou posse na semana passada, reconduzido à presidência pelo atual governo. E o Banco Matone tem como vice-presidente Ricardo Russowski, ex-presidente do Banrisul. Ambos têm algo mais em comum além de terem participado da mesma diretoria do Banrisul no governo Antonio Britto. Os dois foram condenados na Ação Penal nº 2004.71.00.039341-0  (em Primeira Instância) que tramita na 1ª Vara Federal Criminal. A longa e detalhada sentença foi prolatada pelo juiz  Paulo Márcio Canabarro Trois Neto no dia 31 de outubro do ano passado. Ambos foram condenados a mais de quatro anos de prisão por vários crimes, entre eles os de crime contra o sistema financeiro nacional e fraude de balanço.

 

O Vide Versus publica a íntegra da sentença. Clique AQUI para saber mais.



Escrito por Marco Weissheimer às 14h09
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A NOVILÍNGUA DE YEDA

 O delegado da Polícia Federal, Ademar Stocker, que trabalhará junto com o novo secretário estadual da Segurança, José Francisco Mallmann, revelou, domingo à noite,  em entrevista à rádio Gaúcha, que a governadora Yeda Crusius (PSDB) proibiu o uso da expressão “banda podre” para referir-se a problemas de corrupção na polícia. Daqui em diante, pode-se falar em corrupção, mas não em banda podre. Outra inovação lingüística introduzida pela governadora aparece no tratamento da crise com o PDT, após a demissão de Enio Bacci, da secretaria da Segurança. O presidente estadual do PDT, Matheus Schmidt, criticou duramente o que chamou de “assédio fisiológico” de Yeda, que ofereceu duas novas secretarias para o partido não deixar o governo. Ao comentar a reação do líder trabalhista, a governadora disse que não se tratava de fisiologismo, mas sim de política. “Estamos fazendo política”, disse Yeda, tentando ser didática. Ah, bom....

Escrito por Marco Weissheimer às 13h41
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RECORDAR É VIVER

A cada dia que passa, a realidade tem se encarregado de mostrar o tamanho da farsa que foi a CPI da Segurança Pública que, durante vários meses, sangrou politicamente o governo Olívio Dutra. Essa CPI ganhou repercussão nacional, não por debater os problemas da segurança do Estado – seu objetivo oficial -, mas sim por tentar atingir algumas das principais autoridades do governo estadual em uma trama que envolvia jogo do bicho, máfia italiana e jogatina internacional. Os deputados que conduziram a CPI deixaram de lado os “fatos determinados” que justificaram a criação da mesma e desencadearam uma avalanche de denúncias contra o governador, o secretário de Segurança, o vice-governador, o chefe da Casa Civil, entre outros. Todos os pedidos de indiciamento acabaram arquivados por falta de provas. Mas o objetivo real da CPI tinha sido atingido.

 

Os meses de holofote na mídia acabaram fornecendo à oposição um poderoso canhão eleitoral que foi usado à exaustão na campanha para a eleição do governador Germano Rigotto. A campanha de Rigotto usou e abusou do tema do “caos na segurança”. A propaganda do então candidato mostrava casas e edifícios cercados por grades e desfilava capas do jornal Zero Hora, que não se cansava de usar termos como “terror”, “medo”, “pânico” para descrever o sentimento de insegurança da população. Vale a pena lembrar alguns dos “fatos determinados” que embasaram o pedido de criação da CPI:

 

“a situação de insegurança pessoal e patrimonial da maioria dos habitantes do RS, decorrente fundamentalmente da (1) ausência de uma política pública de segurança; da (2) desestruturação do aparelho policial; da (3) quebra de hierarquia na polícia civil e militar; das (4) rebeliões na Febem e nos presídios, onde os criminosos se organizam acima da lei; (5) das tentativas de fugas no sistema carcerário; do (6) aumento do número de assaltos a bancos, farmácias, lotéricas, ônibus e taxistas, furtos, roubos e homicídios e das continuadas e repetidas (7) invasões a propriedades, rurais e urbanas, com o apoio velado de agentes públicos e omissão na repressão dessas invasões e de invasões de próprios públicos”.

As referências feitas pelo então secretário José Paulo Bisol, à “banda podre” da polícia receberam muitas críticas dentro e fora do aparato de segurança. A esmagadora maioria da mídia e a oposição acusaram o secretário de atingir a dignidade das corporações. E agora, quando Yeda Crusius e o novo secretário da segurança dizem que o combate à corrupção será o primeiro foco da política da segurança, onde estão os autores desses ataques?



Escrito por Marco Weissheimer às 12h43
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